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Alta da Selic: o que isso significa para o mercado?

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alta da selic

No dia 17 de março, após decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa básica de juros da economia (Selic) subiu de 2% para 2,75% ao ano. Mesmo após quase seis anos sem elevação de juros, o movimento não surpreendeu o mercado. Isso porque já era algo amplamente esperado. A única dúvida que pairava no ar era com relação ao tamanho do aumento. Mas a pergunta que fica é: o que a alta da Selic significa para o mercado?

Neste artigo, vamos explicar os detalhes sobre a pergunta, confira!

 

O que é a Selic?

Antes de tudo, é importante recapitular o que é a taxa Selic. Ela é definida pelo Banco Central a cada 45 dias e representa a taxa básica de juros da economia brasileira. Serve para regular a reserva de curto prazo e injetar ou retirar liquidez (entende-se como dinheiro) da economia.

No bom português, isso significa que quanto mais baixa for taxa de juros, mais dinheiro pode circular na economia. Isso acontece por meio da seguinte dinâmica: com juros muito baixos, perde-se a atratividade de deixar o dinheiro parado em aplicações conservadoras e líquidas, então a tendência é que o dinheiro seja investido pensando no longo prazo, mirando em rentabilidades maiores, e/ou seja utilizado para consumo.

 

O que a alta da Selic significa para o mercado?

Voltando à pergunta tema deste artigo, agora fica mais fácil a compreensão dos impactos que a alta da Selic causa ao mercado.

De modo geral, o cenário de juros mais altos resulta em retornos mais atrativos no campo da Renda Fixa. Em contrapartida, o mercado acionário é um pouco impactado, pois o aumento dos juros pode fazer com que as ações se tornem menos atrativas para quem procura novas opções para alocação de capital.

Resumindo, são três fatores que merecem destaque com o aumento da Selic:

  • Juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartão de crédito sobem

Nesse aspecto, o aumento da taxa favorece instituições financeiras como os bancos e seguradoras. No banco, a diferença entre os juros pagos aos investidores e os obtidos pelas operações de créditos – chamado de spread bancário, aumenta e garante o lucro dessas instituições. Em síntese, os bancos arrecadam mais do que precisam pagar e saem na vantagem.

Já o setor de seguradoras, tira proveito do cenário de alta da taxa Selic por dois fatores. O primeiro é simples e advém da captação de recursos por meio da venda dos seguros. O segundo fator está na quantidade relevante de retorno que as alocações feitas no mercado financeiro proporcionam a ele. Isso acontece porque a grande maioria das aplicações estão na categoria de renda fixa, cujo rendimento está atrelado à Selic. Logo, se a taxa aumenta, os retornos sobre o capital investido também crescem.

  • Desestimula o consumo, encarece o custo de capital para empresas e contribui para a redução da inflação

A subida da Selic deixa de fomentar o consumo, pelo simples fato de o sistema bancário aumentar as taxas de juros. Sendo assim, os indivíduos colocam o pé no freio antes de comprar bens de alto valor agregado e que demandem parcelamento ou empréstimos. Automaticamente isso reduz a inflação.

Além disso, empresas de setores como varejo, também tendem a sofrer um pouco com a alta dos juros. Afinal, o custo delas aumenta e acaba sendo repassado ao produto final, que impacta diretamente no bolso do consumidor.

  • Conquista mais investimentos estrangeiros

Quando a Selic aumenta em 0,75 pontos, a expectativa é de que haja a queda do dólar. O motivo desse pensamento é porque com os juros mais altos no Brasil, os investidores estrangeiros se sentem atraídos por uma rentabilidade maior – oferecida na renda fixa. Esse movimento ocasiona uma entrada maior de dólares na economia brasileira e o real valoriza.

 

E se a Selic baixa?

Nesse caso, é de se esperar que a conjuntura caminhe no sentido contrário. O custo do dinheiro tende a ficar mais baixo, além dos empréstimos e juros ficarem mais baratos. A queda da taxa de juros estimula o consumo, o crédito e barateia o custo de capital para empresas. Por fim, pensando no mercado financeiro, os investidores de renda fixa estrangeiros buscam por melhores retornos em outros países.

 

Expectativa para 2021

De acordo com o último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central em 22/03/2021, a projeção para a Selic é de 5% até o final deste ano. Foi um crescimento de 0,50 ponto percentual em relação ao mesmo documento publicado na semana passada, que apontava uma taxa de 4,5% para o período. Com isso, é a segunda vez seguida que a previsão é de alta no indicador.

Em relação ao próximo ano, 2022, a expectativa é de que a Selic fique em 6% ao ano, o que confere um avanço de 0.50 ponto percentual na comparação semanal.

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