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Alta dos combustíveis: como funciona a precificação e os impactos na inflação

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Combustível
Foto: Pixabay

Você já deve ter ouvido falar que a Petrobras aumentou novamente o preço dos combustíveis nas distribuidoras. Com o reajuste, a gasolina passa a ser 18,77% mais cara e o diesel 24,9%.

Mas a pergunta que fica é: o que há por trás disso?

O preço da gasolina e do diesel tem como maior componente a realização da Petrobras, que envolve exploração, produção e comercialização do Petróleo.

Entretanto, o repasse no preço desse recurso não é controlado pela Petrobras, como ocorreu até 2015. Agora, o combustível varia de acordo com a cotação internacional. Ou seja, sofre influência tanto da cotação de mercado, quanto da variação do Dólar.

Pensando nisso, conseguimos entender o motivo dessa alta expressiva. Apesar de a moeda norte-americana ter recuado, o preço internacional do Petróleo saltou 46% desde o início do ano, tendo como uma das principais influências o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Isso acontece porque os países exportadores de Petróleo já enfrentavam problemas para acompanhar a demanda da commodity após a retomada da atividade pós pandemia, e a Rússia é o terceiro maior produtor de Petróleo do mundo.

Com isso, cresce a preocupação de que uma das consequências da guerra seja a redução da produção russa e intensificação da disparidade entre oferta e demanda do produto.

Impactos na inflação

O mundo inteiro está passando por um momento de alta inflacionária, por isso, uma das maiores preocupações em relação ao aumento no preço dos combustíveis está no impacto disso na inflação.

Além do aumento imediato, que enxergamos nos postos de gasolina, o preço dos combustíveis tende a impactar em toda a cadeia produtiva, visto que encarece o preço do frete das mercadorias.

Como consequência, o aumento da inflação pode pressionar o Banco Central a aumentar ainda mais a taxa Selic, que já se encontra em 11,75%. Isso tende a trazer algumas consequências para a economia, como encarecimento do crédito e redução da atividade.

Por que a Petrobras não volta a intervir nos preços? 

Entre 2011 e 2015, o preço internacional era repassado com defasagem aos combustíveis do país. Essa era uma forma encontrada pelo Governo de controlar a inflação.

Todavia, essa maneira de gerir fez com que a Petrobras acumulasse uma série de prejuízos, chegando a um endividamento de US$124 bilhões. Para os investidores, esse período também não foi favorável.

Por conta dos problemas, as Ações da Petrobrás acumularam queda. Por isso, há certa relutância em relação à volta desse modelo de precificação.

 

Por Equipe de Macroeconomia da InvestSmart

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