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Antecedentes da quebra de uma empresa da Bolsa

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antecedentes da quebra de uma empresa da bolsa
Foto: Freepik

Para a grande maioria das empresas, contar com a participação de investidores no seu negócio é o melhor dos mundos. Isso porque qualquer empreendedor gostaria de ver sua companhia vigorando e alcançando voos cada vez maiores.

Logo, as empresas que possuem capital aberto, ou seja, estão listadas na Bolsa de Valores e recebem aportes de acionistas, adquirem uma certa vantagem mercadológica.

Entretanto, ao investir no mercado acionário, é crucial que o investidor saiba como avaliar os cenários de crise nas companhias listadas na B3.

Nesse sentido, ao longo deste artigo, você ficará por dentro de todos os detalhes que antecedem a quebra de uma empresa da Bolsa.

 

Abrir capital na Bolsa de Valores

Apesar dos benefícios, abrir capital na Bolsa não é tarefa fácil. Afinal, a instituição precisa se adequar a diferentes quesitos, além de atuar com um nível alto de transparência. Sendo essa última, responsável por atrair os investidores.

Ou seja, quanto mais o investidor conhece as atividades da empresa, as estratégias competitivas e outras características importantes, mais simples fica decidir em qual delas alocar seu patrimônio.

É claro, que essa é uma atividade que dá ao acionista direitos. Receber parte dos lucros por meio de dividendos ou juros sobre o capital (JSP) e ter direito ao voto nas assembleias, são exemplos de alguns dos privilégios que detém.

Em contrapartida, o investidor não pode tomar decisões na companhia em questão. Dessa forma, ele não tem a obrigação de responder por atos da empresa e nem é requisitado para arcar com as dívidas da mesma.

Em outras palavras, não pode ser responsabilizado a desempenhar as suas obrigações. E, isso acontece mesmo que a instituição deixe de honrar com seus compromissos, em situações de dificuldades financeiras (quebra ou falência).

 

Lei de Recuperação de Empresas e Falência

Em casos como o citado anteriormente, de crise financeira nos negócios, é importante a discussão sobre os antecedentes da quebra de uma empresa da Bolsa. Por isso, é fundamental conhecer a Lei de Recuperação de Empresas e Falência.

Criada em 2005, a Lei 11.101/05 diz que:

“A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica.” – artigo 47

O encarregado pela solicitação de recuperação fiscal é, na maioria das vezes, a companhia endividada.

Vale ressaltar que a finalidade da lei está longe de incentivar a negligência. Na verdade, o foco está em prevenir que todos os credores executem, ao mesmo tempo, os seus direitos contra a empresa e ocasione um problema ainda maior.

Sendo assim, há um administrador para dar continuidade ao processo e a recuperação judicial permite vender os ativos de maneira organizada. .

 

Caso da operadora de telefonia Oi

Em junho de 2016, a operadora de telefonia Oi entrou com o pedido de recuperação judicial, possuindo uma dívida bruta equivalente a R$64 bilhões.

Em seguida, dezembro de 2017, veio a aprovação do plano de recuperação. Por meio da medida, houve uma redução da dívida no valor de R$36 bilhões, adquirida por meio da conversão de créditos em ações, parcelamentos e descontos.

Com a recuperação judicial, a empresa arrecadou também R$4 bilhões por meio de capitalização – acordo que permite aos investidores, durante um determinado período de tempo, arrecadar os juros do capital aplicado.

E, com a venda da participação da Oi em uma operadora angolana por um valor de US$1 bilhão, além de novos empréstimos de R$2,5 bilhões.

Ainda que o dinheiro arrecadado tenha sido significativo, o rombo nas contas da companhia era tão amplo que não foi possível tirá-la do momento financeiro conturbado.

O primeiro semestre de 2018 foi encerrado com um prejuízo líquido de R$9,7 bilhões. Infelizmente, a dívida voltou a aumentar e chegou ao patamar de R$26 bilhões.

Em junho de 2020, a Oi elaborou uma proposta para alterar o plano de recuperação judicial. Nela, existe a previsão de venda de torres, parte da rede de fibra óptica, redes móveis e data centers.

A expectativa é levantar mais de R$22 bilhões para o pagamento das dívidas e possibilitar investimentos.

Em suma, se tudo correr como o esperado, a empresa visa a diminuição do endividamento e a conclusão da recuperação judicial até o ano de 2022.

 

Como o investidor pode agir em cenários como esse?

O ano de 2020 talvez tenha sido o que mais gerou dúvidas sobre como proceder no papel de acionista. Resultado da crise sem precedentes do novo coronavírus, a economia mundial virou de cabeça para baixo.

Por isso, em momentos como esse, o investidor se pergunta o que será das empresas que ele aloca capital e tem participação nos lucros. E, por isso, é fundamental estar atento aos detalhes que antecedem a quebra de uma empresa da Bolsa.

Entretanto, por mais que ninguém cogite situações como uma pandemia de caráter global que congele a economia, o mercado financeiro tem a capacidade de recuperação.

As oscilações acontecem, mas as quedas não duram para sempre. É questão de tempo para que os números voltem a ficar positivos.

Além disso, as companhias de capital aberto permitem que o investidor tenha conhecimento sobre a qualidade da gestão que ela possui e os recursos que ela tem disponível para lidar com imprevistos.

O acionista que possui uma carteira de investimentos diversificada, equilibrando setores diferentes, pode reduzir o impacto, caso alguma das empresas que investe venha a apresentar problemas financeiros.

 

Conclusão

O conhecimento aprofundado sobre a empresa que você está alocando dinheiro é crucial. E, isso não se limita apenas ao mercado acionário, como também pode ser aplicado em todo o universo de investimentos em geral.

Saber os mínimos detalhes sobre os ativos ou a companhia que irá receber os seus recursos é a parte principal do processo.

Portanto, esteja seguro e confortável antes de tomar a decisão!

E, lembre-se: se você investiu em uma empresa que está passando por um momento financeiro instável, não se desespere. Além de ser imprescindível observar os sinais que antecedem a quebra de uma empresa da Bolsa, as ações são um investimento de longo prazo e existe um extenso e reforçado processo de ajuda quando o cenário é de crise.

Somado a isso, a lei da recuperação judicial viabiliza alternativas que podem melhorar, consideravelmente, a conjuntura de incerteza.

Quer mergulhar no universo das ações, mas não sabe como começar? Procure um assessor de investimentos e tenha o auxílio necessário para investir com segurança.

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