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Boletim Focus: IPCA para 2022 sobe de 5,50% para 5,56%

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Boletim Focus
Foto: Pixabay

A mediana apurada para IPCA, o índice de inflação oficial, de 2022 avançou pela sexta semana consecutiva no Relatório Focus, se distanciando do teto da meta deste ano (5,0%). A estimativa divulgada nesta segunda-feira, 21, avançou de 5,50% para 5,56%, de 5,15% há um mês.

O objetivo a ser perseguido pelo Banco Central (BC) este ano é de 3,50%, com tolerância de 2,0% a 5,0%. Ou seja, o Boletim Focus segue indicando o segundo ano consecutivo de rompimento da meta, após o desvio de 4,81 pontos porcentuais do IPCA de 2021 (10,06%).

Já a expectativa para o IPCA em 2023 ficou estacionada em 3,50%, ainda acima do centro da meta (3,25%, banda de 1,75% a 4,75%). A mediana era 3,40% há quatro semanas.

Considerando as 90 alterações nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2022 também subiu, de 5,53% para 5,59%. Para 2023, as 88 alterações feitas nos últimos cinco dias úteis elevaram levemente a estimativa mediana de 3,50% para 3,51%.

A mediana para 2024 também subiu, de 3,04% para 3,09%, enquanto a projeção para 2025 continuou em 3,0%. Há quatro semanas, ambas as projeções eram de 3,00%.

A meta para 2024 é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto porcentual (de 1,5% para 4,5%). Para 2025, por sua vez, a meta ainda não foi definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Outros meses

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o IPCA em fevereiro deste ano em alta de 0,85%. Um mês antes, o porcentual projetado era de 0,81%.

Para março, a projeção no Focus passou de alta de 0,52% para 0,54%, de 0,48% há quatro semanas. A projeção para abril também variou de 0,52% para 0,54% no Relatório Focus. Há um mês, estava em 0,48%

A inflação suavizada para os próximos 12 meses passou de alta de 5,25% para 5,27% de uma semana para outra – há um mês, estava em 5,07%.

 

Selic no fim de 2022 permanece em 12,25%

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a alta da taxa básica de juros neste ano. A estimativa seguiu em 12,25% ao ano no fim de 2022, conforme o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira.

Há um mês, era de 11,75%. Considerando apenas as 66 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para a Selic no fim deste ano também continuou em 12,25%.

“Em relação aos seus próximos passos, o Comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante”, disse o Copom, após elevar a Selic em 1,50 ponto porcentual este mês, de 9,25% para 10,75% ao ano.

Já a estimativa do Focus para a taxa Selic no fim de 2023 continuou em 8,00%, ante igual taxa há quatro semanas. Para 2024, oscilou de 7,25% para 7,38%, ante 7,00% de um mês atrás.

A previsão para o fim de 2025 continuou em 7,00%, repetindo a taxa de quatro semanas atrás.

 

Mediana das projeções do Relatório Focus para PIB de 2022 segue em 0,30%

O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 21, trouxe manutenção na previsão mediana para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, que continuou em 0,30%.

Há um mês, a estimativa era de 0,29%. Considerando apenas as 62 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2022 passou de 0,40% para 0,30%.

Para 2023, a mediana continuou em 1,50%, de 1,69% há quatro semanas. Para 2024, a estimativa seguiu em 2,00%, mesma projeção de quatro semanas atrás.

O Relatório Focus ainda trouxe a mediana para 2025, que também continuou em 2,00%. Há um mês, a estimativa de crescimento do PIB em 2025 já era de 2,00%.

O Relatório de Mercado Focus também mostrou hoje que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2022 continuou em 60,90%, ante 62,48% de um mês atrás.

O relatório trouxe ainda alteração na relação entre o déficit primário e o PIB deste ano, de 0,97% para 0,88%. Há um mês, o porcentual estava em 0,94%. Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2022 continuou em 8,00%, mesmo patamar de quatro semanas antes.

Em relação a 2023, a estimativa para a dívida líquida em relação ao PIB passou de 64,30% para 64,00%, de 66,00% há um mês. A mediana para o déficit primário continuou em 0,50% do PIB e para o rombo nominal passou de 7,10% para 7,15%. Os porcentuais eram de 0,60% e 6,88%, respectivamente, há quatro semanas.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Déficit em c/c

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos em 2022, de US$ 22,14 bilhões para US$ 22,54 bilhões, de US$ 24,25 bilhões de um mês atrás.

Em 2023, a expectativa para o rombo em conta corrente passou de US$ 34,44 bilhões para US$ 33,37 bilhões. Há um mês, era de US$ 31,12 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nesses anos.

A mediana das previsões para o IDP em 2022 seguiu em US$ 60,00 bilhões, ante US$ 58,00 bilhões de um mês atrás. Para 2023, continuou em US$ 70,00 bilhões, mesmo valor de quatro semanas antes.

No caso da balança comercial em 2022, a estimativa de superávit passou de US$ 58,40 bilhões para US$ 63,53 bilhões, de US$ 56,00 bilhões de um mês atrás. Para 2023, passou de US$ 51,00 bilhões para R$ 52,80 bilhões, ante US$ 50,65 bilhões de quatro semanas antes.

 

Câmbio para 2022 passa de R$ 5,58 para R$ 5,50, projeta Focus

O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 21, pelo Banco Central, trouxe alteração no cenário da moeda norte-americana em 2022 e 2023.

A estimativa para o câmbio este ano passou de R$ 5,58 para R$ 5,50, ante R$ 5,60 de quatro semanas atrás. Para 2023, passou de R$ 5,45 para R$ 5,36, ante R$ 5,50 de um mês antes.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.

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