fbpx

Boletim Focus: IPCA para 2022 sobe para 7,65%

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no print
Boletim Focus
Foto: Pixabay

A mediana para o IPCA, o índice de inflação oficial, de 2022 saltou de 7,46% para 7,65% na última semana, conforme o Relatório de Mercado Focus, já muito longe do teto da meta deste ano (5,0%), indicando novo descumprimento do mandato principal do Banco Central (BC). Há um mês, a mediana para o IPCA era de 6,86%.

Para 2023, foco principal da política monetária, a alta na última semana foi de 3,91% para 4,00%, se afastando cada vez mais do objetivo do BC para o ano que vem, de 3,25%, com margem de tolerância de 1,75% a 4,75%. Há quatro semanas, a projeção era de 3,80%.

Considerando as 96 alterações nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2022 também subiu, de 7,51% para 7,72%. Para 2023, as 94 alterações feitas nos últimos cinco dias úteis reduziram a estimativa mediana de 4,05 para 4,00%.

O Focus foi atualizado na manhã desta terça-feira, 26, após mais de três semanas sem divulgação devido à greve dos servidores do Banco Central, que foi suspensa até o dia 2 de maio.

No documento com a data de referência de 1º de abril, a mediana para o IPCA 2022 estava em 6,97%, saltando a 7,43% no relatório de 8 de abril e oscilando a 7,46% no dia 15. Para 2023, a previsão no relatório do dia 1º era de 3,80%, indo a 3,89% em 8 de abril e chegando a 3,91% no dia 15 de abril.

Em relação à mediana para 2024, a alta na última semana foi de 3,16% para 3,20%, de 3,20% um mês antes. As medianas anteriores foram de 3,12% (1º de abril), 3,20% (8/4) e 3,16% (15/4). Já a previsão para 2025 continuou em 3,00%, mesmo porcentual de todas as semanas anteriores e de um mês atrás.

A meta para 2024 é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto porcentual (de 1,5% para 4,5%). Para 2025, por sua vez, a meta ainda não foi definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de março, o BC atualizou suas projeções para a inflação com estimativas de 7,1% em 2022 e 3,4% em 2023. Diante da volatilidade no mercado de petróleo causado pela guerra na Ucrânia, o colegiado ainda criou um cenário alternativo, com maior probabilidade, em que as previsões estariam em 6,3% e 3,1%, respectivamente.

Outros meses

Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para o IPCA de abril de alta de 0,87% para 0,90% na última semana. Um mês antes, o porcentual projetado era de 0,91%. Nas semanas anteriores, a mediana para o IPCA de abril era de 0,95% (1º de abril), 0,90% (8/4) e 0,87% (14/4).

Para maio, a projeção no Focus acelerou de alta de 0,05% para 0,20%, ante deflação de 0,21% há quatro semanas. Nas semanas anteriores, a mediana para o IPCA de maio era de -0,20% (1º de abril), -0,14% (8/4) e 0,05% (14/4).

O relatório ainda trouxe a estimativa para o IPCA de junho, que passou de 0,39% para 0,40%, mesmo porcentual de um mês atrás. Nas semanas anteriores, a mediana para o IPCA de junho era de 0,40% (1º de abril), 0,39% (8/4) e 0,39% (14/4).

A inflação suavizada para os próximos 12 meses passou de alta de 5,37% para 5,52% de uma semana para outra – há um mês, estava em 5,76%. Nas semanas anteriores, a mediana para a inflação suavizada para os próximos 12 meses era de 5,59% (1º de abril), 5,43% (8/4) e 5,37% (14/4).

 

Selic no fim de 2022 sobe de 13,05% para 13,25% ao ano

A projeção para a Selic – a taxa básica de juros – no fim deste ano continuou subindo no Relatório de Mercado Focus. Na última semana, a mediana passou de 13,05% para 13,25% ao ano, ante 13,00% há um mês. Considerando apenas as 79 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para a Selic no fim deste ano continuou em 13,25%.

O Focus foi atualizado nesta terça-feira, 26, após mais de três semanas sem divulgação devido à greve dos servidores do Banco Central, que foi suspensa até o dia 2 de maio. No documento com a data de referência de 1º de abril, a mediana para a Selic no fim de 2022 estava em 13,00%, seguindo em 13,00% no relatório de 8 de abril e oscilando a 13,05% no dia 15.

No Copom do Banco Central de março, o colegiado indicou a intenção de novamente elevar a Selic em 1 ponto porcentual em maio, de 11,75% para 12,75% ao ano%, e, em comunicações posteriores, o colegiado sinalizou tendência de encerrar o ciclo no mês que vem.

Depois da surpresa com o IPCA de março (1,62%), contudo, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, apontou que o comitê iria analisar se houve mudança de tendência e que poderia reavaliar as estratégias.

No Boletim Focus, os economistas do mercado financeiro mantiveram a mediana para a Selic no fim de 2023. Na última semana, a estimativa seguiu em 9,00%, de 9,00% um mês antes. A previsão para o fim de 2024 continuou em 7,50%, ante 7,50% de um mês atrás.

No relatório do dia 1º de abril, a projeção para 2023 já era de 9,00%, se mantendo inalterada nos últimos relatórios. Para 2024, da mesma forma, a estimativa se manteve em 7,50% durante todo o período. A previsão para o fim de 2025 continuou em 7,00%, mesmo porcentual das últimas semanas e também de um mês atrás.

Fim do ciclo de alta

O fim do ciclo de alta da taxa Selic deve acontecer em junho, conforme a mediana das Expectativas do Mercado, divulgada pelo Banco Central, com o juro básico a 13,25% ao ano, patamar em que deve continuar até o fim de 2022, segundo a expectativa. Para maio, a mediana aponta para aumento de 11,75%, patamar atual, para 12,75%.

Na semana anterior, a estimativa mediana para a Selic no Copom de maio já era de 12,75%, mas em junho apontava para 13,05%, chegando a 13,25% em agosto, e depois voltando a 13,05% na última reunião do ano.

As Expectativas de Mercado ainda apontam para redução da Selic na primeira reunião de 2023, a 13,00%, ante 12,75% da mediana da semana anterior. No fim do ano, a previsão continuou em 9,00%.

 

Projeção do Focus para alta do PIB de 2022 sobe 0,56% para 0,65%

O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta terça-feira, 26, trouxe aumento da previsão mediana para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, que passou de 0,56% para 0,65% na última semana. Há um mês, a estimativa era de 0,50%. Considerando apenas as 61 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2022 passou de 0,69% para 0,70%.

O Focus foi atualizado nesta terça após mais de três semanas sem divulgação devido à greve dos servidores do Banco Central, que foi suspensa até o dia 2 de maio. No documento com a data de referência de 1º de abril, a mediana para o PIB deste ano estava em 0,52%, passando a 0,53% no relatório de 8 de abril e a 0,56% no do dia 14.

Para 2023, a mediana cedeu de 1,12% para 1,00% na última semana, de 1,30% há quatro semanas. A projeção para o PIB de 2023 vem diminuindo nas últimas pesquisas: era de 1,30% em 1º de abril, 1,25% em 8 de abril e 1,12% em 14 de abril.

O Relatório Focus ainda trouxe as medianas para o PIB de 2024 e 2025, que continuaram em 2,00%. As estimativas são mantidas há 19 semanas e 24 semanas, respectivamente.

Relação dívida/PIB

O Relatório de Mercado Focus mostrou também hoje que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2022 se manteve em 60,50% na última semana, ante 60,30% de um mês atrás.

O documento trouxe ainda alteração na relação entre o déficit primário e o PIB deste ano, de 0,50% para 0,45%. Há um mês, o porcentual estava em 0,50%. Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2022 variou de 7,55% para 7,50%, ante 7,50% de quatro semanas antes.

Em relação a 2023, a estimativa para a dívida líquida em relação ao PIB passou de 63,78% para 64,10%, de 63,50% há um mês. A mediana para o déficit primário continuou em 0,50% do PIB e para o rombo nominal passou de 7,50% para 7,30%. Os porcentuais eram de 0,50% e 7,20%, respectivamente, há quatro semanas.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Semanas anteriores

No documento com a data de referência de 1º de abril, a mediana para a relação entre dívida líquida e PIB em 2022 era de 60,40% e em 2023, de 63,55%. Para o déficit primário em relação ao PIB, a expectativa nessa data era de 0,50% para 2022 e de 0,50% para o ano que vem. Já a mediana para o déficit nominal estava em 7,50% neste ano e 7,20% no próximo.

No relatório referente a 8 de abril, a mediana para a relação entre dívida líquida e PIB em 2022 era de 60,50% e em 2023, de 63,78%. Para o déficit primário em relação ao PIB, a expectativa nessa data também era de 0,50% para 2022 e de 0,50% para o ano que vem. Já a mediana para o déficit nominal estava em 7,55% neste ano e 7,50% no próximo.

Já na pesquisa com data de referência de 15 de abril, a mediana para a relação entre dívida líquida e PIB em 2022 seguia em 60,50% e em 2023, de 63,78%. Da mesma forma, para o déficit primário em relação ao PIB, a expectativa nessa data era de 0,50% para 2022 e de 0,50% para o ano que vem. Também inalterada naquela semana, a mediana para o déficit nominal estava em 7,55% neste ano e 7,50% no próximo.

Superávit comercial

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de superávit da balança comercial em 2022 em US$ 69,75 bilhões na última semana, de US$ 65,00 bilhões de um mês atrás, segundo a pesquisa Focus. Para 2023, passou de US$ 58,00 bilhões para R$ 60,00 bilhões, ante US$ 51,00 bilhões de quatro semanas antes.

No caso da projeção de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos em 2022, variou de US$ 13,20 bilhões para US$ 12,00 bilhões. Estava em US$ 20,60 bilhões um mês atrás. Em 2023, a expectativa para o rombo em conta corrente passou de US$ 29,60 bilhões para US$ 29,20 bilhões. Há um mês, era de US$ 33,70 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nesses anos. A mediana das previsões para o IDP em 2022 continuou em US$ 59,00 bilhões na semana passada, ante US$ 59,00 bilhões de um mês atrás. Para 2023, passou de US$ 69,00 bilhões para US$ 67,30 bilhões, frente a US$ 69,00 bilhões de quatro semanas antes.

Semanas anteriores

No documento com a data de referência de 1º de abril, a mediana para o superávit comercial em 2022 era de US$ 69,50 bilhões e em 2023, de US$ 58,00 bilhões. Para o déficit em conta corrente, a expectativa nessa data era de US$ 15,85 bilhões para 2022 e de US$ 28,80 bilhões para o ano que vem. Já a mediana para IDP estava em US$ 59,00 bilhões neste ano e US$ 69,00 bilhões no próximo.

No relatório referente a 8 de abril, a mediana para o superávit comercial em 2022 era de US$ 69,75 bilhões e em 2023, de US$ 58,00 bilhões. Para o déficit em conta corrente, a expectativa nessa data era de US$ 16,05 bilhões para 2022 e de US$ 29,80 bilhões para o ano que vem. Já a mediana para IDP estava em US$ 58,50 bilhões neste ano e US$ 67,00 bilhões no próximo.

Já na pesquisa com data de referência de 15 de abril, a mediana para o superávit comercial em 2022 era de US$ 69,75 bilhões e em 2023, de US$ 58,00 bilhões. Para o déficit em conta corrente, a expectativa nessa data era de US$ 13,20 bilhões para 2022 e de US$ 29,60 bilhões para o ano que vem. Já a mediana para IDP estava em US$ 59,00 bilhões neste ano e US$ 69,00 bilhões no próximo.

 

Câmbio para 2022 passa de R$ 5,10 para R$ 5,00

O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central trouxe alteração no cenário da moeda norte-americana em 2022 e 2023. A estimativa para o câmbio este ano passou de R$ 5,10 para R$ 5,00 na última semana, ante R$ 5,25 um mês antes. Para 2023, passou de R$ 5,15 para R$ 5,00, ante R$ 5,20 há quatro semanas.

O Focus foi atualizado nesta terça após mais de três semanas sem divulgação devido à greve dos servidores do Banco Central, que foi suspensa até o dia 2 de maio. Nas semanas anteriores, a mediana para o câmbio no fim de 2022 era de R$ 5,20 (1º de abril), R$ 5,16 (8/4) e R$ 5,10 (15/4). Já a trajetória de estimativas para o fim de 2023 foi de R$ 5,20 (1º de abril), R$ 5,20 (8/4) e R$ 5,15 (15/4).

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.

Quer saber mais sobre investimentos?

Você pode gostar
Ajuste no teto do faturamento de MEI's é votado no Planalto
No dia 21 de junho, foi votado e aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação, o Projeto de Lei Complementar...
Milionários na Poupança: pesquisa mostra que há 24 mil cadernetas com mais de R$1 milhão
Em pleno 2022, a Caderneta de Poupança segue sendo tradicional e queridinha dos brasileiros. Ainda que...
Copom eleva a Selic de 12,75% para 13,25% ao ano
Apesar do cenário desafiador nas frentes inflacionária, externa e fiscal, o Comitê de Política Monetária...
Fed eleva taxa de juros dos EUA em 0,75 ponto, maior aumento desde 1994
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central...
Navegue pelo site
Siga nas redes sociais
Cadastre-se na Newsletter

O portal www.aprendaainvestir.com.br é de propriedade BANKRIO FINANCIAL HOLDING LTDA (CNPJ/MF nº 33.935.936/0001-63). Apesar da empresa estar sob o controle comum, os executivos responsáveis tecnicamente são totalmente independentes, sendo que estes na função da execução de suas atividades não exercem nenhuma atividade conflitante. Desta forma, os conteúdos vinculados no site são de caráter exclusivamente informativo, não sofrendo, de qualquer aspecto, influência de decisões comerciais e de negócios de outras sociedades, sendo os mesmos produzidos de acordo com o juízo de valor e as convicções da equipe técnica. Ao preencher algum formulário, você aceita compartilhar os seus dados de contato com as empresas controladas pelo grupo.

© 2021 | Todos os direitos reservados