fbpx

Bolha financeira: tudo o que você precisa saber para fugir de uma

Índice do artigo

Bolha financeira
Foto: Pixabay

Você já ter ouvido falar sobre bolha financeira, bolha especulativa ou bolha econômica. Mas será que o conceito sobre o assunto está claro na sua cabeça ao ponto de você identificar uma bolha e fugir antes que ela estoure? Ainda que muitos exemplos tenham acontecido para ilustrar o que seria isso, você ainda precisa conhecer melhor a sua definição.

Bolhas financeiras não costumam ser eventos incomuns na economia mundial, e sempre que acontecem, deixam um número considerável de investidores – sem conhecimento e desavisados -sob um mar de prejuízos.

Então, para que você não seja uma dessas pessoas prejudicadas por uma bolha financeira, trouxemos alguns detalhes que serão úteis para você ficar bem longe delas ou escapar o quanto antes.

Confira!

 

O que é uma bolha financeira?

Antes de explicar esse conceito, é importante entender que o movimento ganhou o “apelido” de bolha pela instabilidade que pode causar no mercado financeiro. Sendo assim, imagine uma bolha de sabão, algo que é extremamente frágil e que pode estourar a qualquer momento, certo? É exatamente isso que pode acontecer no caso de uma bolha financeira.

Agora, partindo para a pergunta deste tópico, o termo também pode ser encontrado com alguns outros nomes similares, como bolha econômica ou especulativa. De modo geral, ela é o resultado de ativos negociados sob um valor muito acima da realidade.

Nesse sentido, quanto maior for a alta no valor dos ativos, mais abrupta e rápida será a queda do valor dos mesmos. Logo, como resultado desse comportamento agressivo, as pessoas que se envolvem na bolha especulativa tendem a colher perdas significativas.

O motivo disso acontecer é simples: uma bolha financeira é completamente atrelada a prática de especulação financeira, que nada mais é do que alcançar um retorno por meio da oscilação de curto prazo através das modalidades de investimento.

 

E como ela acontece?

Na grande maioria das vezes, a bolha acontece por conta do efeito manada, que é quando pessoas replicam movimentos realizados por outras. É como seguir exemplos de “sucesso” na busca de ganhos similares ou até maiores.

Portanto, a bolha especulativa ocorre quando as pessoas começam a adquirir de maneira intensa um determinado ativo. E como a lei da oferta e procura já prevê, o ativo que começa a ter uma demanda excessiva se valoriza na mesma intensidade.

Então, o perceber um cenário como este, os investidores acabam se interessando sobre o ativo que demonstra um comportamento de alta, a fim de ganhar dinheiro com ele. Afinal, elas enxergam potencial naquilo que está sendo muito procurado.

Mas o calor do momento faz com que não exista uma pesquisa mais aprofundada para entender o real motivo da alta nos preços, e muito menos se realmente se trata de um bom investimento. Como resultado, a procura por ele cresce consideravelmente a cada dia que se passa.

Até que chega um momento em que os investidores recaem sobre a consciência de que o valor do ativo negociado, na verdade, não é proporcional ao que está custando no mercado. E como diriam algumas expressões populares, é o momento em que o “caldo entorna de vez”. Sendo assim, começa então um processo de vendas em massa.

Dessa forma, o efeito manada volta mais uma vez a acontecer, porém, no sentido contrário, quando o volume de pessoas vendendo os ativos a preços cada vez mais baixos aumenta. Nesse momento, há a explosão da bolha financeira.

 

Crise do subprime de 2007: a bolha que impactou a economia mundial

Muitos foram os motivos que desencadearam a Crise do subprime nos Estados Unidos, mas as taxas de juros baixas e o boom dos financiamentos imobiliários foram os reais grandes responsáveis pelo momento conturbado.  

Tudo aconteceu quando as instituições financeiras, ou melhor, os bancos, começaram a agrupar os financiamentos como ativos para serem vendidos no mercado. Eles eram vistos pelos investidores como ótimas oportunidades de investir. Sendo assim, este comportamento se tornou popular e acelerado.

A partir daí, muitos norte-americanos passaram a ter dois ou mais financiamentos ativos. Enquanto isso, os bancos juntavam essas operações e disponibilizavam no mercado para os investidores.

Logo, enquanto o mercado era aquecido e a procura por financiamentos subia significativamente, as taxas de juros começaram a acompanhar o mesmo movimento de alta, o que resultou na inadimplência de diversas pessoas, que então deixaram de pagar as parcelas do negócio.

Aqui, o risco de crédito – aquele que avalia a possibilidade de o devedor não cumprir com as suas dívidas – e que inicialmente era classificado como sólido, evidenciou um comportamento diferente, ou seja, mostrou ser muito baixo.

Ao se dar conta do que estava acontecendo, os investidores começaram um processo de venda dos seus ativos de maneira desenfreada, ocasionando uma queda brusca nos preços dos mesmos. E foi aí que tudo começou a complicar.

O que parecia não ter como ficar pior, ficou. Isso porque foi descoberto que dentro dos agrupamentos de ativos de financiamentos imobiliários, estavam incluídas propriedades com valores completamente inflacionados, conhecidos como “créditos podres”. Em outras palavras, o preço dado a elas era muito superior ao seu valor real.

Por fim, dada a influência que os Estados Unidos têm a nível global, não foi só a sua economia que sofreu com os desdobramentos dessa crise. Na realidade, diversas nações ao redor do mundo tiveram suas economias bastante afetadas.

E se você quiser entender ainda mais sobre a Crise do subprime, filme norte-americano A Grande Aposta (The Big Short – 2015), vencedor do Oscar de Melhor roteiro adaptado, retrata didaticamente a bolha financeira vivenciada nos EUA, e por isso, é uma das obras que o Aprenda a Investir recomenda que todos os investidores assistam.

Acesse aqui a nossa lista completa de filmes indicados para investidores.

 

Entenda cada uma das principais fases de uma bolha financeira

Nenhuma crise começa do nada, e no caso de uma bolha financeira não poderia ser diferente. Pensando nisso, separamos as cinco principais fases desse fenômeno especulativo. Confira:

  1. Deslocamento

Este é o momento em que os investidores são “seduzidos” por algo novo no mercado, seja um investimento que parece oportuno, um proposta inovadora ou algo do tipo.

  1. Boom

 Aqui, é basicamente quando os preços começam a apresentar um aumento considerável. De início, ele pode acontecer de maneira mais controlada, porém, é só uma questão de tempo para o estímulo de alta iniciar e surgirem diversos investidores interessados.

É assim que o ativo ganha força e atenção frente ao ambiente financeiro e até mesmo nos veículos de comunicação. Nesse sentido, não faltam estímulos para atrair os investidores, e o que dá a entender é que quem ficar de fora, vai se arrepender de não faturar uma bolada.

  1. Euforia

Nesse estágio, o que não falta é confiança, euforia e otimismo sobre o ativo. A procura por ele está a todo vapor, e claro, seus preços sobem expressivamente. A emoção é tanta que ninguém se preocupa em desconfiar ou questionar se o investimento é realmente seguro.

  1. Lucro

 Se no início quem estava dentro do negócio não queria sair, quando os lucros começam a aparecer, é aí que ninguém pensa em pular do barco. Então, na fase do lucro, quem vende o ativo consegue receber uma quantia significativa.

Se previamente era difícil perceber os sinais iniciais da bolha e cair fora antes que tudo começasse a mudar, aqui isso quase nunca acontece. Portanto, a grande maioria dos investidores segue, de maneira inconsciente, até o estágio final da bolha financeira.

  1. Pânico

Quando o pânico é instaurado, já não há mais como contornar a situação. Os investidores começam a ver o dinheiro indo embora, enquanto alguns tentam vender os seus ativos. Nesse momento, os preços caem drasticamente em uma velocidade ainda maior.

Por fim, no estourar da bolha, um número considerável de investidores se vê completamente no prejuízo.

E agora que você já sabe como funciona uma bolha financeira e as suas fases, não vai correr o risco de cair em nenhuma, não é mesmo?

 


Ficou interessado em investir com segurança? Então, procure uma assessoria de investimentos!

Quer saber mais sobre investimentos?

Você pode gostar
Expert XP 2022: o futuro pelo olhar de quem transforma
O maior evento de investimentos do mundo, a Expert XP 2022, aconteceu entre os dias 3 e 4 de agosto....
A Selic aumentou! Entenda os desdobramentos
Após 11 altas consecutivas, a Selic aumentou novamente nesta quarta-feira (3). A reunião do Comitê de...
Descubra se sua declaração do IR caiu na malha fina e o que você deve fazer
Passado o prazo final para a entrega da declaração de Imposto de Renda, é normal que muitos contribuintes...
Os destaques do mercado financeiro para o segundo semestre
Os primeiros seis meses de 2022 foram marcados pela incerteza no cenário internacional. No início do...
Navegue pelo site
Siga nas redes sociais
Cadastre-se na Newsletter

O portal www.aprendaainvestir.com.br é de propriedade BANKRIO FINANCIAL HOLDING LTDA (CNPJ/MF nº 33.935.936/0001-63). Apesar da empresa estar sob o controle comum, os executivos responsáveis tecnicamente são totalmente independentes, sendo que estes na função da execução de suas atividades não exercem nenhuma atividade conflitante. Desta forma, os conteúdos vinculados no site são de caráter exclusivamente informativo, não sofrendo, de qualquer aspecto, influência de decisões comerciais e de negócios de outras sociedades, sendo os mesmos produzidos de acordo com o juízo de valor e as convicções da equipe técnica. Ao preencher algum formulário, você aceita compartilhar os seus dados de contato com as empresas controladas pelo grupo.

© 2021 | Todos os direitos reservados