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China vai invadir Taiwan? E o Brasil, como fica?

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China vai invadir Taiwan

Já virou rotina acordar de manhã e ver notícias sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, uma guerra que surpreendeu a todos e está ocorrendo há dois meses. Como resultado, o mundo inteiro está sendo impactado, seja pela dificuldade de adquirir alguns materiais ou pelo aumento nos preços, que tem pressionado os Bancos Centrais a aumentarem os juros.

Além deste conflito, investidores estão atentos a China e seu antigo desejo de readquirir Taiwan. Mesmo não sendo a mesma circunstância existem algumas semelhanças. Se a China decidir agir, pode haver consequências diretas para o Brasil, pois os dois países são grandes parceiros comerciais.

Mas que conflito é esse entre China e Taiwan?

Esse desentendimento é bem antigo, começou em 1945, época do final da Segunda Guerra Mundial. Antigamente, Taiwan pertencia à China, mas foram divididos durante uma Guerra Civil. Com o fim da guerra no país chinês, entre nacionalistas e comunistas, o então líder nacionalista Chiang Kai Shek fugiu para Taiwan e fundou a República da China, enquanto a China continental passou a ser denominada de República Popular da China.

Porém, Pequim sempre disse que a ilha seria recuperada pelos chineses em algum momento da história, à força se necessário.

A China vê Taiwan como uma província rebelde que sofrerá graves consequências se declarar-se independente. Taiwan rebate que já é independente há décadas, com eleições e Constituição própria. Mas atualmente, nenhuma grande potência reconhece Taiwan como um país soberano.

Quais sinais a China vem mostrando de iniciar um possível conflito?

Semelhante a Rússia antes de invadir a Ucrânia, a China anda fazendo treinamentos bem específicos com a sua força militar. Como, por exemplo, exercícios em larga escala de desembarque anfíbio, o envio de formações de aviões militares para testar a rapidez de reação das forças taiwanesas, que são obrigadas a enviar caças para acompanhar e afastar os adversários de seu espaço aéreo.

Nos últimos anos, a China já vinha aumentando esse tipo de atividade, com exercícios militares frequentes em áreas marítimas próximas da ilha, por isso o resto do mundo está bem atento à situação.

Especialistas acreditam que a segunda maior economia global está observando como os outros países reagem a essa agressão militar da Rússia, para decidir o que fazer no futuro.

Inclusive, Taiwan publicou um guia de sobrevivência civil para o caso de a China cumprir sua promessa de incorporar a ilha autônoma à força.

Nesse manual publicado pelas forças armadas do país, é ensinado princípios como: estocagem de alimentos e suprimentos; onde encontrar abrigos contra bombas; orientação por mensagens no celular e técnicas de sobrevivência para enfrentar grandes incêndios e prédios colapsados.

Qual o interesse da China em invadir Taiwan?

Taiwan é mais conhecida como uma potência global na fabricação de semicondutores, que alimentam tudo, desde carros a smartphones. A ilha de 24 milhões de habitantes é a maior fabricante mundial de chips, respondendo por mais da metade da produção mundial.

Uma das empresas mais proeminentes de Taiwan, a TSMC (TSM), é líder no mercado global, fornecendo para players como Apple e Qualcomm.

A China gasta mais importando semicondutores do que na compra de petróleo, por exemplo. Então, existe uma dependência muito grande de empresas de tecnologia norte-americanas e de companhias de fora de seu território nacional, como é o caso da TSMC. O país chinês também tem um objetivo de construir uma “China Digital” e, para isso, chips de última geração são essenciais.

Como esse possível conflito pode afetar o Brasil?

Desde 2009, a China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. No ano passado, 51% das exportações brasileiras tiveram como destino a China, o que gerou aproximadamente US$90 bilhões para a economia nacional. Sendo os principais produtos vendidos a soja, o petróleo e o minério de ferro.

A quantidade que o Brasil importa da China também é relevante. Alguns dos principais produtos que o Brasil importa são: equipamentos de telecomunicações; válvulas e tubos termiônicos; compostos orgânico-inorgânicos; plataformas; embarcações e outras estruturas flutuantes. Isso representa 10% do total de produtos que o Brasil importa, atrás apenas dos EUA.

Assim, com a possibilidade de um conflito entre China e Taiwan, o Brasil tende a ser muito impactado. Dependendo da duração do conflito, a atividade econômica chinesa pode reduzir, o que diminuiria a demanda por produtos brasileiros.

O território sulamericano também poderia sofrer com a redução da oferta de produtos que são importados da China, de maneira semelhante ao que tem ocorrido com os países da Europa.

Em conclusão, do mesmo jeito que este conflito atual está impactando negativamente o Brasil, tudo indica que uma guerra entre China e Taiwan traria consequências ainda mais graves.

 

Veja mais:

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