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Índice do artigo

Conheça o American Depositary Receipt - ADR
Foto: Freepik

Como já mencionamos em outros artigos aqui no Aprenda a Investir, a diversificação na carteira de investimentos é muito importante. Os investidores mais acostumados ao universo das alocações compreendem e colocam em prática um cardápio de opções mais variado.

Apesar disso, chega um momento em que as possibilidades dentro do Brasil ficam pequenas para os interesses dos indivíduos. É neste momento que entram as modalidades de alocação no exterior, como ETFs, BDRs e o American Depositary Receipt (ADR). E é sobre essa última alternativa que dedicaremos este artigo.

 

O que significa American Depositary Receipt (ADR)?

Representado pela sigla ADR, o American Depositary Receipt, ou em português, Recibos Depositários Americanos, caracterizam-se por um recibo de Ação emitido por bancos nos Estados Unidos e negociados na Bolsa, por meio de corretoras de valores.

Dessa forma, companhias estrangeiras e também investidores Pessoas Físicas são autorizados a integrar o mercado de Ações norte-americano. Vale ressaltar que, caso alguma organização estadunidense queira adquirir Ações de outras nações, o processo é o mesmo. Ou seja, ela precisa de um ADR.

Resumindo, a finalidade dos ADRs está na negociação dos ativos de companhias estrangeiras na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) ou na NASDAQ. Com isso, o recibo pode simplificar o processo de comercialização das Ações por um valor acessível, tanto para os investidores quanto para as empresas em questão.

 

Como funciona o American Depositary Receipt?

ADRs funcionam como títulos, entretanto, se diferenciam dos demais por estarem atrelados a companhias internacionais. Pode parecer uma alternativa complexa de investimentos, mas é justamente o contrário.

Em outras palavras, o American Depositary Receipt surgiu da urgência de criar uma forma fácil de comprar Ações fora do país e efetuar operações mais rápidas, ainda que o preço fosse cotado em moedas estrangeiras.

Mas, como todo esse processo funciona? Primeiro, uma instituição financeira do país de origem do investidor adquire ativos de uma determinada empresa nacional. A partir disso, fica com a custódia das Ações.

Já em território norte-americano, os bancos realizam a compra volumosa dessas Ações internacionais, reúnem os ativos em lotes e convertem em títulos, ou seja, em ADRs, sendo estes emitidos na NYSE e na NASDAQ.

Por fim, as companhias internacionais oferecem dados detalhados sobre o seu financeiro para o banco responsável pela sua aquisição.

 

Tipos de American Depositary Receipt

Estão disponíveis no mercado alguns tipos diferentes de ADRs e os mesmos são agrupados seguindo dois quesitos:

  • Patrocinados

As empresas emissoras das Ações, que oferecem os ADRs, atuam em conjunto com a instituição financeira responsável pelo recibo. Dessa forma, elas arcam com a obrigação de preservar um movimento de informações compatível aos investidores.

Vale destacar que essa é a forma mais comum de encontrar as ADRs no mercado norte-americano.

  • Não-patrocinados

São ADRs emitidos e compartilhados aos investidores de maneira independente da empresa emissora das Ações. Ou seja, o processo acontece sem a participação ativa delas.

Além dessas duas diferenciações dos ADRs, existe uma outra classificação separada por níveis. De modo geral, cada uma aponta o cenário que ele será negociado, isto é, nas bolsas norte-americanas ou no mercado de balcão.

Confira cada um dos níveis abaixo:

  • Nível I

Esta é a modalidade mais básica de ADR e é negociada apenas no mercado de balcão. Nela, as companhias do exterior não precisam oferecer muitos dados sobre seu financeiro e nem disponibilizar novos ativos no mercado.

  • Nível II

Diferente do que acontece no nível anterior, o II é um pouco mais rígido. Ou seja, é exigido o fornecimento de dados financeiros aos bancos responsáveis pela custódia dos recibos. Em contrapartida, esta modalidade é a mais negociada no ambiente da Bolsa de Valores. O nível II também não precisa oferecer novos ativos no mercado.

  • Nível III

Já no nível III, a história é diferente. Os ADRs são negociados na bolsa, mas as empresas precisam emitir novas Ações. Dessa forma, caso uma companhia queira ter um ADR nível III, ela é obrigada a disponibilizar novos ativos no mercado, por meio de uma oferta pública (IPO) na bolsa. Ainda com essa exigência, existe o benefício de a instituição ganhar uma visibilidade maior, perante as demais, pelo lançamento de novos ativos e levantar capital a partir disso.

 

Diferença entre ADR, BDR e ETF

Todos são alternativas de investimento no exterior, mas apresentam diferenças na prática. Antes de tudo, vamos recapitular o conceito de BDR.

O Brazilian Depositary Receipt é uma modalidade de investimento considerada pelo investidor, quando há interesse em aplicar dinheiro em empresas estrangeiras. Na teoria, são recibos que simbolizam Ações emitidas por companhias no exterior. Logo, apesar de ter ativos negociados e também emitidos no Brasil, eles estão relacionados às instituições fora do país.

Já a sigla ETFs é uma abreviação do termo em língua inglesa “Exchange Traded Funds”. Na prática, eles são Fundos de Investimentos que replicam algum índice de referência, como o Ibovespa, o IBRX (Índice Brasil) e vários outros.

Isso significa que esse tipo de Fundo de Investimento compra os mesmos ativos nas mesmas proporções que os índices de referência. Portanto, uma boa tradução de ETF para o português é: Fundo de Índices.

A diferença entre ADR e BDR está nos direitos sobre os valores mobiliários das empresas estrangeiras. Ou seja, no ADR eles são destinados aos norte-americanos e no BDR é o inverso, as companhias brasileiras são as detentoras dos direitos.

Quando o assunto são os ETFs, a distinção acaba sendo um pouco mais fácil de perceber. Afinal, como explicamos no início do artigo, referem-se aos Fundos de Investimento e não às Ações, como é o caso dos ADRs.

 

Conclusão

Agora você já está por dentro de mais uma modalidade de investimento no exterior. Mas, se ainda ficou alguma dúvida ou quer ajuda para começar a aplicar o seu patrimônio, não se preocupe. É só procurar um assessor de investimentos, pois ele é o profissional que pode te ajudar a dar o pontapé inicial no mundo das alocações. Não perca tempo e comece a investir ainda hoje!

 

Veja mais:

BDR: uma alternativa de investimento internacional

Quer saber mais sobre investimentos?

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