fbpx
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Índice do artigo

criptoativos
Foto: Freepik

O segundo dia de palestras promovidas pelo evento InvestSmart 2021 contou com a participação de Stefano Sergole, sócio e diretor de distribuição da Hashdex. O convidado falou sobre os detalhes dos criptoativos ao longo do ano conturbado de 2020 e as previsões para 2021.

Antes de tudo, é fundamental que o conceito de criptoativos seja explicado. De modo geral, eles são uma classe de ativos que funcionam como um tipo de dinheiro digital. Diferente do que é comum com as moedas tradicionais, como o dólar, o real, o euro e outras tantas espalhadas mundo afora, as criptomoedas não são emitidas por nenhum governo. Isso porque são movimentadas de maneira virtual. A moeda digital mais popular e falada é o Bitcoin.

Panorama histórico

Ao iniciar a conversa sobre os criptoativos, Stefano Sergole fez um rápido panorama histórico sobre o assunto. “Os criptoativos começaram em outubro de 2008, com um PDF que continha todas as regras básicas do protocolo do Bitcoin. Assinado por Satoshi Nakamoto, o documento nada mais foi do que o início de um experimento tecnológico.” E continuou, “em 3 de janeiro de 2009, talvez tenha sido o início da revolução tecnológica financeira, que hoje, principalmente pelo amadurecimento desse ano ímpar de 2020, também trouxe muita participação do mercado institucional.”

Em suma, a estruturação do Bitcoin chegou a público em outubro de 2008 e, alguns meses depois, em 2009, a rede teve o seu primeiro “batimento cardíaco”, como definiu Sergole, e hoje se encontra em uma máxima histórica.

Entendendo o protocolo

A tecnologia por trás desse protocolo depende de uma adoção. E a curva de adoção do Bitcoin e dos outros projetos passa por um cenário de amadurecimento de opinião. “O preconceito migra para uma espécie de curiosidade e isso pode ou não acabar se transformando em um investimento.”, afirmou o colaborador da Hashdex. Os exageros que podem ser observados ao analisar os investimentos em Bitcoin e que ocasionam uma oscilação no valor, talvez sejam frutos de uma falta de conhecimento e estrutura da operação.

Atualmente, as pessoas ainda se encontram no movimento de migrar do preconceito para a curiosidade pela performance do ativo. “A questão central aqui não é se o target de preço vai estar certo. O desafio, na verdade, é porque o indivíduo fixa sua preocupação no caso de alguém ter falado em 400 mil dólares e hoje está em 31 mil dólares. E aí, vendo esse gap acha que vai ficar rico. Como se fosse uma reta e não houvesse volatilidade no processo.”, contou Sergole.

Vale ressaltar que o mercado de criptoativos não desliga. Dessa forma, não existe abertura e fechamento de mercado e nem mesmo um circuit breaker. Por isso, o sócio da Hashdex defende que cada investidor tenha uma exposição pequena com horizonte de longo prazo, com uma média de três, cinco anos. Além disso, que seja definido uma aplicação entre 1 e 5% do patrimônio, dividido pela volatilidade em 4 ou 5 boletas.

“É preciso ter disciplina, porque se a classe de ativos amadurecer perto da máxima histórica – Bitcoin perto de 60 bilhões de dólares – é muito provável que esse investimento cresça. E caso isso venha realmente a acontecer, demanda cautela e atenção. Logo, por mais que o momento seja especial, isso precisa ser uma parcela pequena do portfolio de cada cliente. Não deve salvar a carteira de ninguém, pelo contrário, é no intuito de equilibrar o risco.”, completou Stefano.

Regulação dos criptoativos

Os criptoativos não são investimentos regulamentados. Entretanto, a estimativa levantada pelo convidado, é de que hoje os Estados Unidos vivem uma mudança de liderança e a regulação com relação a essa classe de ativos possivelmente vai amadurecer. Porém não se pode acreditar que a volatilidade diminua, pelo contrário, esse movimento pode trazer muita variação.

Regulação é bom e necessária! E talvez esse grande desafio sendo resolvido, o mercado amadureça, apresente mais fluxo e eventualmente pode chegar perto do target esticado de 400 mil dólares. Mas o fato é que até chegar lá, vai oscilar muito, e é isso que o investidor deve ter em mente na hora de aportar capital.”, destacou Sergole.

Eventos divisores de água em 2020

Ainda que o ano de 2020 tenha ocasionado momentos de muita incerteza econômica por causa da pandemia do novo coronavírus, a liquidez desse mercado de criptoativos cresceu bastante. Na visão do entrevistado, três eventos foram divisores de água em 2020.

O primeiro foi a clareza regulatória, o que permite que exista uma infraestrutura para o indivíduo se relacionar. No mercado de criptoativos existe o self custody – o investidor é responsável por armazenar a própria posição. Em outras palavras, para cada um existe uma chave privada, que é uma sequência alfa numérica que pode ser salva em um pen-drive, um pedaço de papel.

O segundo momento foi protagonizado pela empresa PayPal. Isso porque o CEO Daniel Shulman emplacou as criptomoedas como parte da estratégia de longo prazo da companhia. Logo, qualquer cliente passou a ter uma exposição a classe de ativos via PayPal. Além disso, ele comprou uma licença chamanda BitLicense – para quem ainda tem medo de comprar.

Por fim, o terceiro evento foi caracterizado pelo posicionamento público dos grandes institucionais. O precursor do movimento foi o Paul Tudor Jones, bilionário americano de grande reputação, que disse publicamente na TV que o Bitcoin pode ser o chamado “cavalo mais rápido” para se defender de toda a emissão monetária devido ao cenário de crise de 2020. A outra personalidade foi Bill Miller, ao informar que estaria disposto ao ouro e ao Bitcoin para se defender da mesma conjuntura. E também houve o caso do CEO e fundador Michael Saylor, que pegou uma parcela expressiva do caixa da sua empresa e comprou em Bitcoin. E nesse contexto, outras empresas surfaram na mesma onda.

Conclusão

Quando se fala nos fundamentos do Bitcoin é importante entender que se fala de uma rede – conjunto de participantes que aceita uma linguagem – protocolo. Essa rede é aberta e qualquer um pode acessar. Nos últimos anos, a criptomoeda teve uma performance muito emblemática e de destaque.

Para Stefano o que conclui a discussão sobre a classe de ativos é que se deve “reforçar a educação, que é parte da missão da InvestSmart e fazer o brasileiro investir melhor. Só assim o investidor pode estar exposto as criptomoedas, com transparência, cautela e focado no horizonte de longo prazo.”

Quer saber mais sobre investimentos?

Você pode gostar
Quanto rende R$1 milhão na poupança?
Com a taxa básica de juros a 12,75% ao ano e a inflação nas alturas, entender quanto rende R$ 1 milhão...
Empreendedorismo: 3 dicas para formalizar o seu negócio
Com o início da pandemia da Covid-19, iniciada em 2020, muitos brasileiros se encontraram sem seus trabalhos...
Conheça a empresa JHSF
Além do setor imobiliário tradicional, que a maioria conhece, existe no mercado o ramo de alta renda,...
Como a CVM pretende monitorar os influenciadores digitais de finanças
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acompanha o mercado, as tendências e o comportamento dos atores...
Navegue pelo site
Siga nas redes sociais
Cadastre-se na Newsletter

O portal www.aprendaainvestir.com.br é de propriedade BANKRIO FINANCIAL HOLDING LTDA (CNPJ/MF nº 33.935.936/0001-63). Apesar da empresa estar sob o controle comum, os executivos responsáveis tecnicamente são totalmente independentes, sendo que estes na função da execução de suas atividades não exercem nenhuma atividade conflitante. Desta forma, os conteúdos vinculados no site são de caráter exclusivamente informativo, não sofrendo, de qualquer aspecto, influência de decisões comerciais e de negócios de outras sociedades, sendo os mesmos produzidos de acordo com o juízo de valor e as convicções da equipe técnica. Ao preencher algum formulário, você aceita compartilhar os seus dados de contato com as empresas controladas pelo grupo.

© 2021 | Todos os direitos reservados