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Demanda por nova fonte energética pode revolucionar criptomoedas

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Criptomoedas
Foto: Pixabay

Além da revolução tecnológica no sistema financeiro, as criptomoedas também trouxeram outro debate: a alta demanda de energia para garantir o seu funcionamento. O Bitcoin, ativo digital de maior valor de mercado, é considerado pelos ambientalistas como o maior vilão pelo uso de fontes de energia não renováveis, como os combustíveis fósseis.

Apesar das críticas, os especialistas acreditam que o problema não será uma barreira para a expansão dos ativos digitais porque há um movimento em busca de alternativas.

Segundo os cálculos do site Digiconomist, o gasto de energia de uma transação da rede Bitcoin corresponde a 2.186,9 KWH. O volume é equivalente ao consumo de energia de uma família de classe média dos Estados Unidos durante um mês e 15 dias. Apesar do gasto expressivo, a alta demanda energética não é o principal problema, na avaliação de ambientalistas. Isso porque os combustíveis fósseis são a principal fonte de energia utilizada pelos mineradores da rede.

O resultado dessa dependência é a emissão significativa de CO2 na atmosfera. Ainda de acordo com o site, a mesma transação também é responsável pela emissão de 1.219,7 kg de gás carbônico. O volume é semelhante à pegada de carbono de 2 milhões de transações financeiras feitas por um cartão de crédito juntas.

A realidade pode pesar de forma negativa para as companhias que desejam investir em Bitcoin. Foi o que aconteceu com a Tesla em maio do ano passado. Na época, a montadora de veículos elétricos suspendeu a proposta de venda de veículos com a moeda digital devido às preocupações ambientais.

“Estamos preocupados com o rápido uso crescente de combustíveis fósseis para mineração e transações com Bitcoin, especialmente carvão, que tem as piores emissões de qualquer combustível”, escreveu Elon Musk, CEO da Tesla, em uma nota divulgada no Twitter no dia 12 de maio de 2021.

Alguns especialistas em criptomoedas acreditam que o problema não será barreira para a expansão do mercado. Segundo Ney Pimenta, CEO do BitPreço, as inovações tecnológicas de criptoativos, como NFTs e o surgimento de outros tokens, não utilizam a tecnologia de blockchain do Bitcoin, mas de outros ativos digitais já disponíveis no mercado, como o Ethereum.

“O Bitcoin não é utilizado para a tokenização, por exemplo, e também não é utilizado em novos projetos de blockchain. Então, é um caso à parte porque utiliza uma tecnologia que demanda mais energia e também é mais antiga”, afirma Pimenta.

Por causa disso, o CEO do BitPreço acredita que nos próximos cinco anos a rede Ethereum irá ultrapassar o Bitcoin em valor de mercado devido às suas funcionalidades.

“Cada dia o Bitcoin tem uma parcela menor desse mercado porque as outras estão crescendo, aproveitando essa falha. Então, eu vejo que o Bitcoin pode ser ultrapassado por tecnologias mais novas, justamente por causa desses empecilhos”, acrescenta.

Apesar do alto consumo de energia, João Marco Cunha, gestor de portfólio da Hashdex, acredita que a rede Bitcoin não deve mudar o seu modelo de mineração, denominado de proof-of-work (prova de trabalho, em português) que demanda alto consumo de energia. Segundo ele, a mudança pode colocar em risco a segurança da rede.

“Se alguém tentar fraudar a rede Bitcoin, terá que gastar mais energia do que todas as outras pessoas que estão minerando o Bitcoin”, ressalta Cunha.

Mudanças no Bitcoin

No entanto, o debate sobre a emissão de CO2 a partir do alto consumo de energia da rede Bitcoin incentivou entre as empresas de mineração o uso de fontes de energia sustentável.

Na segunda-feira (25), uma pesquisa publicada pelo Bitcoin Minin Council (BMC), fórum global voluntário de empresas de mineração de Bitcoin, mostrou que o uso de fontes de energia renovável por essas companhias cresceu 59% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. O crescimento permitiu que 58,4% da energia utilizada pela rede viesse de fontes sustentáveis.

Os dados são resultados de investimentos adotados por algumas empresas de mineração de Bitcoin. “No Texas, estado norte-americano, vem sendo construída uma grande infraestrutura de energia solar com ajuda do Estado para que empresas de mineração possam se instalar por lá”, diz Felipe Medeiros, analista e sócio da Quantzed Criptos.

O caso do Ethereum

Apesar de ser menor, o consumo de energia da rede Ethereum também é considerado alto. De acordo com o site Digiconomist, uma transação da segunda maior rede de criptomoedas do mundo consome 259,7 KWH. O gasto é semelhante ao de uma família média dos Estados Unidos durante uma semana.

Já em relação à pegada de carbono, o consumo é responsável pela emissão de 144,8 Kg de CO2. Isso é equivalente à pegada de carbono de 321.082 transações de um cartão de crédito. Mas ao contrário do Bitcoin, a rede Ethereum segue em transição do modelo de validação de proof-of-work para o proof-of-stake (prova de participação, em português).

“O proof-of-stake consome uma quantidade muito menor ou quase nenhuma de energia. Cerca de 99% menos do que o proof-of-work, utilizado pelo Bitcoin”, informa Medeiros, da Quantzed Criptos. Além do Ethereum, outras criptomoedas, como a Solana (SOL) e Cardano (ADA),  também aderem a esse modelo de validação das informações registradas no blockchain.

 

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Uma revolução tecnológica está diante dos investidores

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