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Energia Verde: a importância de pensar nessa mudança

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A demanda por energia sempre foi um assunto bastante discutido mundialmente, porém, recentemente, essa discussão tem se intensificado, forçando os países a agilizar uma mudança o quanto antes.

Inicialmente, se discutia os efeitos negativos que os combustíveis fósseis causavam, como a poluição, por exemplo. Hoje, o mundo está testemunhando o conflito que ocorre entre Rússia e Ucrânia, que afeta drasticamente o mercado de energia mundial.

Essas tragédias deram um impulso para o fortalecimento de um movimento que pode mudar a maneira de pensar em a temática: a energia verde.

Europa

Atualmente, a maioria dos países depende dos combustíveis fósseis em diferentes porcentagens, tudo isso para a geração de energia. Além do mais, com os recentes acontecimentos mundiais, o preço desses recursos está muito alto.

A Rússia, por exemplo, que é uma das principais fornecedoras de energia na Europa, antes da guerra, fornecia 60% das exportações de petróleo para o continente, sendo o segundo maior produtor mundial.

Sendo assim, a interrupção do fornecimento de energia causada pelo conflito no leste da Europa resultou no aumento significativo que vemos nos preços e o barril de petróleo já é negociado na casa dos 110 dólares, impactando o preço da gasolina no mundo inteiro.

Dessa forma, enquanto prosseguir a guerra, haverá continuidade na escalada de preços da energia e aumento da insegurança energética.

Ainda falando sobre a Rússia, o país também é um dos maiores produtores mundiais de gás natural, fornecendo para toda União Europeia. Em uma corrida para cortar o fornecimento de gás russo a curto prazo, espera-se que a demanda da Europa em relação à nação russa caia 30% até 2030.

Por enquanto, os países dependem do combustível para aquecer residências, fornecer energia à indústria e produzir eletricidade.

Políticas energéticas repensadas

O conflito no Leste Europeu está fazendo o mundo repensar suas políticas energéticas. Em meio às reiteradas sanções impostas à Rússia, os países europeus decidiram romper a dependência dos combustíveis fornecidos pelo país.

A União Europeia divulgou um plano de 210 bilhões de Euros para acabar com sua dependência de combustíveis fósseis russos até 2027. A estratégia da comissão é acelerar a transição de países europeus para a energia verde.

De acordo com o plano, o objetivo é que os países do bloco obtenham 45% da energia a partir de fontes renováveis ​​até 2030, substituindo sua proposta atual de 40%. Isso faria com que a União Europeia mais do que dobrasse sua capacidade de energia renovável até 2030, e seria auxiliada por uma lei que simplifica a implementação de projetos eólicos e solares.

A Comissão Europeia manifestou o desejo de ver 45% da geração de energia vinda de fontes renováveis ​​até 2030, o que representa um avanço em relação à atual meta de 40% sugerida em 2021.

No entanto, para dar este avanço, a União Europeia precisará dar dois passos para trás, afinal, a comissão anunciou que precisaria aumentar o consumo de carvão a fim de compensar suas reduções previstas no consumo de gás russo.

O planejamento é queimar 5% a mais de carvão, do que o previsto anteriormente, durante os próximos cinco a 10 anos. Ainda assim, ressaltaram que os funcionários do bloco atingirão suas metas de redução de emissões até 2030.

China

A China se apresenta em uma situação similar. Por conta da crise energética, os chineses elevaram a produção de carvão, aumentando em 7%, para assegurar um fornecimento estável de eletricidade, depois que as tentativas de corte no ano passado levaram a perdas de energia no nordeste e sudeste da China.

Porém, a China é a maior consumidora mundial de carvão, responsável por mais da metade da geração global de energia a carvão e deve ver um aumento anual de 9% em 2021, informou um relatório da Agência Internacional de Energia. Consequentemente, também é a maior emissora de gases de efeito estufa que contribuem para a mudança climática, o que torna impactante sua política ambiental.

Esse aumento no uso de carvão aumenta os gases estufa do planeta e a poluição em suas cidades.

Atualmente, Pequim está tentando reduzir os custos elétricos para as empresas e fortalecer o crescimento econômico em meio aos confinamentos relacionados à Covid-19. Entretanto, a capital sofre com grandes quantidades de gases causadores do efeito estufa e com o aumento da contaminação atmosférica. Inclusive, as autoridades chinesas seguem decretando decretarem alertas ambientais com grande frequência por conta das nuvens de poluição que costumam engolir Pequim.

Nesse sentido, a China tenta implementar modos para eventualmente diminuir o uso de carvão, de redes elétricas mais adequadas a avanços tecnológicos e apoio financeiro. Tudo isso com o objetivo de elevar a capacidade combinada de energia eólica e solar do país.

No ano de 2021, a eletricidade derivada da energia eólica e solar foi responsável por 11,7% da geração total de energia do país. A meta da nação asiática é que em 2030 a nova fonte de energia produza até 1,2 bilhão de quilowatts. Mas no curto prazo, devido às dificuldades que o país vem sofrendo, como o crescimento altíssimo de casos de coronavírus, o consumo de carvão ainda será altíssimo.

Mas e o Brasil?

Ainda que muitos fiquem surpresos, o Brasil tem potencial para se tornar o líder global na produção e desenvolvimento energético limpo. Dentre as mais relevantes economias do mundo, o país já tem posição de destaque na produção energética limpa e renovável, baseado na matriz hídrica.

No mercado solar, só em 2019, o território brasileiro reportou um crescimento de 212%. Somado a isso, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica, em 2021, o Brasil foi o quarto país que mais adicionou capacidade de energia solar no mundo, com 5,6 GigaWatts de incremento.

Quando o assunto é a produção de energia eólica, o país depende da região Nordeste, onde os ventos são mais intensos. Com isso, essa energia é considerada a segunda fonte de matriz elétrica brasileira, atrás apenas da hidrelétrica.

Já são mais de 750 parques eólicos em operação em solo nacional, com mais de dez mil turbinas espalhadas em diferentes regiões. Atualmente, o país sulamericano é o sétimo no ranking mundial do Global Wind Energy Council.

Vale mencionar que um desses parques fica localizado na região dos Deltas, em Parnaíba, litoral do Piauí. Lá havia problemas de falta de energia e de interrupção no fornecimento, porque a energia que abastecia a região vinha de hidrelétricas muito distantes.

Com o reforço das eólicas, houve uma garantia maior, que gerou confiabilidade na energia de toda a planície litorânea.

A energia eólica instalada em Parnaíba é suficiente para abastecer toda a cidade e também um pouco da região. Dessa forma, em termos nacionais, o Brasil conseguiu atingir a capacidade instalada de 21 gigawatts em janeiro deste ano, integrando ao ranking dos dez maiores produtores da fonte do mundo.

Outra vertente no respeito à geração de energia verde, o Brasil tem como um dos seus pilares o etanol. O país obteve, em 2020, 35,6 bilhões de litros provenientes da cana-de-açúcar e do milho. Foi a maior produção de etanol da história.

Apesar de existir muito espaço para melhorar, o país é um dos mais evoluídos no quesito de energia sustentável. Possivelmente, caso receba mais investimentos e incentivos, por parte de empresas e do governo, tem grandes chances de se tornar um dos líderes globais na área.

A importância de Energia Verde

Um relatório publicado pela Agência Internacional de Energia revelou que a demanda global por eletricidade aumentou 6% em 2021, alimentada por um inverno mais frio e pela dramática recuperação econômica da pandemia. O que levou os preços e as emissões de carbono a novos recordes.

Além disso, houve um significativo aumento no preço do gás no ano passado, principalmente na Rússia, Turquia e Brasil. Isso aconteceu para compensar as deficiências na produção hidrelétrica devido à pouca chuva.

O Banco Mundial projeta que as cotações dos produtos energéticos saltarão 50,5% em 2022, antes de arrefecer e recuarem 12,4% em 2023.

Considerações finais

Como mencionado anteriormente, a maioria dos países depende dos combustíveis fósseis, ou seja, não renováveis.  Por isso, para um futuro próximo, é importante que os países façam uma transição para recursos de energia renovável, como a energia eólica e solar, que são constantemente restabelecidos e nunca se esgotam.

Diferentemente dos combustíveis fósseis, a energia verde mostra sua diversidade, abundância e potencial para uso em qualquer lugar do planeta. Somado a isso, não polui o meio ambiente e nem produz gases de efeito estufa, que causam mudanças climáticas.

Portanto, a tendência é de que o número de países que usam energias renováveis aumente, melhorando a qualidade de vida da humanidade no futuro.

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