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Fundo Imobiliário de Papel: os prós e contras deste investimento

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Índice do artigo

Fundo Imobiliário de Papel
Foto: Pixabay

O Fundo de Investimento Imobiliário ou FII, como também é conhecido, é uma modalidade bastante popular e procurada no mercado financeiro. Por esse motivo, o máximo de conhecimento que os investidores tiverem sobre ele, melhor.

Uma das informações importantes de saber sobre o FII é que ele apresenta duas categorias distintas, ou seja, pode ser um Fundo Imobiliário de Papel ou Fundo Imobiliário de Tijolo.

Aqui no Aprenda a Investir, o Fundo de Tijolo já foi assunto e pode ser entendido no detalhe aqui. Por isso, neste artigo, o foco será nesta outra modalidade do FII, o Fundo de Papel. Confira!

 

Mas o que é Fundo de Investimento Imobiliário?

Inicialmente, é fundamental recapitular o conceito do Fundo de Investimento Imobiliário. Na prática, ele é uma modalidade de investimento da Renda Variável que funciona como uma espécie de “condomínios”. Em outras palavras, o Fundo adquire os imóveis, lucra com os aluguéis e compartilha os ganhos aos cotistas – investidores do FII.

O que atrai os indivíduos a esta categoria de investimentos é a possibilidade de investir em imóveis, mas com uma carteira diversificada e líquida, afinal, o Fundo Imobiliário dispõe dessas características.

Há duas maneiras de obter ganhos por meio desse Fundo FII: por rendimento mensal, em que o investidor Pessoa Física fica isento de tributação, e a compra e venda de uma cota, onde o ganho de capital é tributado. Nesse último caso, quando um investidor adquire uma cota por R$200, se ela valoriza R$40 e ele vende por R$240, deve pagar o tributo sobre a valorização da cota – R$40.

Aqui é importante uma observação, pois o investidor Pessoa Jurídica deve arcar com os impostos de todos os seus rendimentos, e isso vale para os dois casos citados anteriormente.

 

Voltando ao Fundo Imobiliário de Papel

Retornando ao tema central deste artigo, o Fundo Imobiliário de Papel é uma categoria de FII voltada para os títulos e papéis do mercado imobiliário. Ele não adquire imóveis físicos, como acontece no Fundo de Tijolo, portanto, não tem finalidade de lucrar com aluguel ou venda dos estabelecimentos.

Na verdade, o funcionamento dessa modalidade de Fundo ocorre por meio de investimentos em recebíveis imobiliários.

Vale dizer que esses recebíveis podem estar incorporados tanto na Renda Fixa quanto ligados diretamente ao setor imobiliário.

 

Principais títulos do Fundo de Papel

Bom, agora que já informamos que o Fundo de Papel é um tipo de FII composto por ativos de papel, como o próprio nome prevê, é o momento de ficar por dentro dos principais títulos que estão inclusos nessa categoria. Veja a seguir:

  • Letra Hipotecária (LH)

Detentora da sigla LH, a Letra Hipotecária é um título da Renda Fixa baseado no crédito imobiliário e, por isso, sua emissão fica sob a responsabilidade das instituições financeiras (bancos, companhias hipotecárias, sociedades de crédito imobiliário e associações de poupança e empréstimo) que oferecem os recursos para o Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

  • Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI)

Popularmente conhecido pela abreviação CRI, ele é um título de Renda Fixa que faz um pagamento futuro relativo a imóveis. Ou seja, nada mais é do que pedaços da dívida que podem ser comprados pelos investidores.

Eles são títulos emitidos por empresas privadas, como as securitizadoras – empresa caracterizada como Sociedade Anônima (S.A.) que fica responsável por obter bens de uma outra companhia.

Em suma, o CRI é um tipo de investimento cujo foco é financiar operações do mercado imobiliário. É uma modalidade semelhante a LCI – Letra de Crédito Imobiliário, que falaremos a seguir.

  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

Conhecida pela sigla LCI, ela é uma categoria de investimentos em Renda Fixa, emitida por instituições financeiras que possuam autorização do Banco Central para efetuar operações de crédito imobiliário.

O motivo dessa transação acontecer é devido a necessidade de a instituição financeira ter capital extra entrando para ser capaz de conceder os empréstimos. A aplicação, como o próprio nome sugere, estabelece uma relação com o mercado imobiliário, em que o objetivo é a captação de recursos para investir nesse setor, incluindo projetos e financiamento de reforma e construção.

 

Fundo de Papel versus Fundo de Tijolo

Ao conhecer o Fundo de Papel, é importante saber exatamente o que diferencia esta modalidade do Fundo de Tijolo. Saiba mais sobre as distinções a seguir:

Fundo de Papel é um investimento em recebíveis e, por isso, está voltado para os títulos e papéis do mercado imobiliário, como LHs, CRIs, LCIs, etc.

Em contrapartida, o Fundo de Tijolo tem o intuito de investir em empreendimentos físicos. Ou seja, a finalidade por trás dele é acumular recursos com a compra e venda, aluguel ou construção de imóveis comerciais.

Geralmente, os gestores desses Fundos procuram por um modelo de investimento híbrido, isso porque querem diversificar a carteira em Fundos de Tijolo e Papel, no intuito de diminuir os riscos da operação.

 

Prós do Fundo Imobiliário de Papel

  • Liquidez

Esta modalidade de FII, além de apresentar uma movimentação satisfatória, oferece liquidez que se adequa com a demanda de cada investidor. Dessa forma, o cotista pode comprar ou vender as cotas que julgar mais interessante, mesmo que a grande maioria dos investidores que optam pelo Fundo de Papel foque no longo prazo.

  • Diversificação da carteira

Diversificar a carteira de investimentos é quase uma regra de como estar mais próximo do sucesso no que diz respeito aos investimentos. Muitos especialistas resumem a diversificação de uma forma bem simples: não se deve apostar todas as fichas em um investimento só.

No caso do Fundo de Papel, e dos Fundos de modo geral, existe a possibilidade de os cotistas conseguirem diversificar, pois o gestor do Fundo disponibiliza uma série de opções para integrar a carteira do investidor, como CRIs, LCIs, LHs e outros.

  • Baixo risco

A diversificação do Fundo tende a ajudar na diminuição dos riscos atrelados a esse investimento. Somado a isso, por integrar a modalidade da Renda Fixa, o Fundo de Papel detém um risco mais baixo e menos volátil, quando comparado ao universo da Renda Variável.

 

Desvantagens do Fundo Imobiliário de Papel

  • Baixa capacidade de crescimento patrimonial

Pelo fato do Fundo de Papel não estar relacionado diretamente ao investimento de imóveis físicos, a chance de valorização do patrimônio é inexistente. Em outras palavras, quando o assunto é empreendimento físico, ao longo dos anos, ele tende a se valorizar, devido ao fluxo do mercado imobiliário e também das melhorias que podem ser feitas no mesmo.

 

Como investir no Fundo?

Muitas modalidades do mercado financeiro parecem ser super complexas e até mesmo inacessíveis. Mas não é o caso dos Fundos de Papel. Na realidade, o passo inicial deve ser a abertura de conta em uma corretora de valores, o que pode ser feito online.

Em seguida, o investidor precisará completar o Suitability, que é uma espécie de questionário pelo qual o futuro investidor precisará preencher para que seu perfil de investidor seja traçado. Por meio dele, fica viável conhecer os objetivos e a tolerância ao risco de cada indivíduo.

Por conta do Fundo de Papel ser um ativo negociado na Bolsa de Valores, é preciso ter conhecimento do seu ticker, que nada mais é do que o código do Fundo, bem semelhante ao das Ações. Na B3, após a sigla formada por quatro letras, a terminação é o número 11. XPSF11, XPCI11, URPR11 e XPPR11 são alguns exemplos de códigos dos Fundos de Papel.

 

Conclusão

Agora que você já sabe de mais uma categoria dos Fundos de Investimento Imobiliário, pode escolher a que mais se adequa ao seu perfil. Além disso, o FII é um investimento que apresenta bastante crescimento no Brasil.

Ah! Você sabia que nós temos um simulador gratuito que compara a aquisição de imóveis físicos versus investimentos em Fundos Imobiliários?

Por lá, você pode simular o valor que pretende investir e comparar a possível rentabilidade que teria em ambas as modalidades. Para acessá-lo gratuitamente, basta clicar aqui.

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