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Ibovespa apresenta segunda maior valorização no mundo em 2022

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Ibovespa valorizacao 2022

O IBOV só perdeu para o ALSZI, índice da Bolsa do Zimbábue; veja o que está por trás disso

Uma das máximas do mercado é que, em momentos de conflito e juros altos, o investidor costuma ficar mais avesso ao risco e evitar ativos de Renda Variável. Mas será que isso vale para todos os contextos?

Em um panorama geral, os três primeiros meses do ano foram agitados para o mundo dos investimentos, principalmente os de Renda Variável. Vimos o conflito na Europa, novas rodadas de lockdowns na China e a inversão na curva de juros dos Estados Unidos.

Entretanto, aparentemente descolada do contexto global, o Ibovespa acumula alta de 13% neste ano. O que está por trás desse aumento?

Felipe Moura, head de Renda Variável da InvestSmart, aponta que a entrada de capital estrangeiro foi um fator importante para esse desempenho. Ele explica que, a Bolsa brasileira é consideravelmente exposta a commodities, setor que tem sido beneficiado pelo contexto global.

Além disso, o Preço/Lucro das Ações da Bolsa permanece baixo. Na prática, isso indica que o mercado pode estar pagando menos do que deveria pelas Ações das empresas brasileiras.

Mas será que o bom desempenho do Ibovespa permanece ao longo do ano?

A XP Investimentos parece acreditar que sim! Em nova atualização, a corretora elevou a sua projeção para o Ibovespa ao final de 2022, de 123 mil pontos para 130 mil pontos.

A XP aponta que que o mercado brasileiro está se beneficiando de uma combinação de fatores:

  1. rotação global de Ações de crescimento para Ações de valor;
  2. uma forte exposição do Brasil a commodities e bancos;
  3. valuation ainda muito atrativos apesar do rali recente;
  4. fluxos de outros mercados emergentes para o Brasil;
  5. o fato de o país estar chegando ao fim de seu ciclo de alta de juros, enquanto o Fed e outros Bancos Centrais de mercados desenvolvidos estão apenas começando a subir os juros.

Ok, mas e as outras Bolsas mundiais? Como estão reagindo ao período?

Moura explica que a Bolsa chinesa passa por um momento de incerteza. Isso porque, ao mesmo tempo que a gigante asiática é dependente da energia russa, o que tende a afetar a inflação no país, as novas ondas de coronavírus e os lockdowns diminuem a demanda por energia, o que reduz o impacto dos efeitos da guerra, mas ainda pode afetar a produtividade das empresas chinesas.

Já no mercado norte-americano, a tensão é devido à inversão da curva de juros. Esse movimento ocorre quando os juros oferecidos por investimentos de curto prazo ultrapassam o rendimento dos de longo prazo.

De acordo com dados da agência de classificação de risco, Austin Rating e medidos pelo site CNN Brasil Business, o Ibovespa teve o segundo melhor desempenho entre 79 bolsas, avançando 34,6%. O IBOV só perdeu para o ALSZI, índice da Bolsa do Zimbábue, que apresentou uma alta de 46,5% no trimestre.

A preocupação do mercado está no fato de que, historicamente, a inversão na curva é um indicativo de recessão, pois demonstra que o mercado espera uma economia menos aquecida no futuro, o que pode afetar as decisões de investimento no presente.

Por Equipe de Macroeconomia da InvestSmart

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