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Inflação norte-americana em 8,6% ao ano: entenda as nuances do aumento nos preços dos EUA

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Durante os últimos meses, as incertezas em relação à economia norte-americana têm trazido volatilidade ao mercado. O índice VIX, que reflete a volatilidade dos ativos do S&P 500, acumula variação positiva de mais de 40% no ano.

Assim como o resto do mundo, o país tem enfrentado um contexto de alta inflação. O Índice de Preço ao Consumidor no Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), avançou 8,6% nos últimos 12 meses e passa bem longe da meta do FED de 2%.

Dentre os motivos para a onda de inflação mundial, temos os gargalos na retomada da economia global póspandemia, o conflito entre Rússia e Ucrânia, os lockdowns na China e o aumento no preço do barril de petróleo, que variou mais de 60% em relação há 1 ano. Esses fatores tendem a desregular a cadeia de produção, causando uma inflação de oferta.

Entretanto, diferente de outros países, a economia norte-americana enfrenta um fenômeno chamado de “The Great Resignation” (a grande renúncia, em português). O termo caracteriza uma tendência econômica de demissão voluntária em massa.

De acordo com o Bureau of Labor Statistics (Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos), estima-se que 47,8 milhões de norte-americanos tenham deixado a força de trabalho voluntariamente em 2021. Esse é o recorde da série, que é divulgada desde 2001.

A disparidade entre oferta e demanda de mão de obra tende a pressionar por aumento dos salários e, muitas vezes, força empresas a operarem abaixo da capacidade. Por isso, esse fenômeno tende a pressionar a inflação, tanto pelo lado da oferta, quanto pelo lado da demanda.

Essa saída do mercado de trabalho pode ser conferida, em parte, ao adiantamento da aposentadoria de indivíduos acima de 55 anos. De acordo com estimativas do Pew Research Center – que fornece informações sobre questões, atitudes e tendências que influenciam os EUA e o mundo -, no terceiro trimestre de 2021, 50,3% dos adultos nessa faixa etária disseram que estavam fora da força de trabalho devido à aposentadoria. No terceiro trimestre de 2019, antes do início da pandemia, 48,1% desses adultos estavam aposentados.

Além disso, alguns especialistas atribuem o fenômeno ao aumento na poupança das famílias durante a pandemia de Covid-19, estimulada pelos auxílios do governo e menor consumo durante o lockdown.

De acordo com dados do Federal Reserve Economic Data (o Banco Central dos EUA), o montante de poupança pessoal chegou ao pico de US$ 6,39 trilhões em abril de 2020, o volume caiu para 815,3 bilhões em abril deste ano. Entretanto, agora, já retornou ao nível semelhante ao de pré-pandemia, de US$ 1,2 trilhão em dezembro de 2019, o que pode ser positivo para um aumento da oferta de trabalho.

A questão é que, diferente das outras pressões inflacionárias, que têm pouca sensibilidade aos juros, a vacância de vagas pode ser resolvida pela redução da atividade econômica por meio do aumento nos juros. Por isso, o mercado teme que o FED decida elevar os juros acima do patamar neutro, para levar a inflação de volta à meta.

Para o resto do mundo, o aumento maior que o esperado nos juros norte-americanos deve engatilhar um cenário de aversão ao risco global, que acontece quando os investidores se tornam menos dispostos a alocar seu patrimônio em ativos considerados mais arriscados. Isso porque o aumento dessa taxa força a precificação para baixo do valor presente de quase todos os ativos de risco do mundo.

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