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Juros e inflação: será que os aumentos vão continuar?

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Juros e inflação
Foto: Pixabay

Durante a pandemia, diversos estímulos foram feitos pelo Banco Central para que a economia brasileira conseguisse passar pelo período sem grandes impactos. Entretanto, logo vimos um aumento acelerado da inflação.

A escassez de produtos, o aumento no preço das commodities e o Dólar alto foram alguns dos motivos que elevaram os preços de produtos que consumimos em nosso dia a dia.

Para tentar conter esse aumento, as autoridades monetárias precisaram adotar o movimento contrário, de retirada de estímulos. Desde março do ano passado, acompanhamos o Banco Central aumentar a taxa Selic, um dos seus principais instrumentos para conter a inflação.

Dessa forma, a ideia é que os juros altos desaqueçam a economia, reduzindo o investimento empresarial e o consumo. Mas por qual motivo, mesmo com a Selic a 12,75%, a inflação permanece acelerando? Até onde o Banco Central precisará elevar os juros?

Os dados divulgados nesta quarta-feira, 11, pelo IBGE mostraram que a inflação acelerou 1,06% no mês de abril, acima das expectativas do mercado, que estavam em torno de 1%.

Não é de hoje que o IPCA vem surpreendendo. No mês passado, a variação de 1,62% assustou até mesmo o Banco Central. A permanência no aumento dos preços pode nos levar a questionar a política de aumento nos juros. Afinal, já faz mais de um ano que a Selic começou seu ciclo de aumentos.

Motivos da pressão inflacionária

Porém, antes de questionar, vamos entender as origens das pressões inflacionárias (que são muitas).

Ao longo de 2021, a rápida retomada econômica da China e dos Estados Unidos levou a um aumento acelerado da demanda por produtos. Como a cadeia de produção precisou paralisar durante a pandemia, houve disparidade entre oferta e demanda, o que levou ao aumento nos preços, principalmente das commodities, como o petróleo.

Junto a isso, aqui no Brasil, passamos por uma crise hídrica que elevou a conta de luz e a desvalorização do Real, o que fez com que o preço de produtos importados, como os eletrônicos, por exemplo, aumentasse consideravelmente. O Dólar alto também pressionou ainda mais os preços das commodities, que são cotadas pela moeda norte-americana.

Com isso, no ano passado, os brasileiros sentiram um aumento de praticamente todas as classes de produtos. A ida ao mercado se tornou cada vez mais cara, o carro particular foi trocado pelo transporte público, e tudo isso por conta dos constantes aumentos no preço dos combustíveis. Além disso, as viagens de férias se tornaram cada vez mais escassas.

E foi assim que chegamos em 2022, sentindo que aqueles R$50 parecem valer apenas R$10 agora. É importante dizer que a perda do poder de compra é o principal efeito da inflação. Mas ok, ano novo, vida nova, criamos a esperança de que tudo ia melhorar, até que, em fevereiro deste ano, começou o conflito entre Rússia e Ucrânia. Os dois países estavam no centro das exportações de commodities agrícolas e energéticas. Novamente, os impactos vieram, e novamente vieram os aumentos nos combustíveis, o preço do trigo saltou (quem diria que um conflito no norte da Europa ia afetar até nosso pãozinho diário?).

Além do conflito, fatores climáticos aumentaram o preço dos alimentos e, recentemente, a nova rodada de lockdowns na China pode desestabilizar novamente as cadeias de produção e trazer maiores pressões.

Política do Banco Central

Agora, voltamos à política do Banco Central. Como vimos até aqui, boa parte dos fatores que têm elevado a inflação estão fora do controle das autoridades monetárias. Por isso, o aumento da Selic só consegue agir sobre os efeitos secundários do aumento nos preços, além de mostrar que o Bacen está empenhado em perseguir a meta de inflação, o que ajuda a ancorar as expectativas, uma vez que parte da inflação está atrelada às projeções das pessoas.

Até porque, se o produtor de trigo acredita que o preço do cereal vai aumentar mais amanhã, ele vai querer antecipar o aumento para manter as contas da padaria em dia e isso levará ao aumento do pãozinho para o consumidor final.

Mas até onde vai esse aumento da Selic?

Não existe resposta certa para essa pergunta. As expectativas são de que o Banco Central aumente os juros até o patamar de 13,25%, mas isso pode mudar de acordo com os próximos resultados da inflação.

Alguns especialistas já projetam a Selic em torno de 14% para o fim do ano.

E como eu faço para proteger meu dinheiro? Com toda essa incerteza, diversificar permanece sendo uma das melhores saídas para manter o poder de compra.

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