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O que é CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio?

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cra agronegocio

Continuando com a modalidade de investimentos em Certificados de Recebíveis, chegou a hora de falar do CRA, que é bastante semelhante a lógica do CRI, mas está focado em investimentos dos projetos do agronegócio. O Certificado de Recebíveis do Agronegócio é um título de Renda Fixa que é caracterizado pelo comprometimento do pagamento futuro referente a esse setor.

Resumindo, é uma modalidade de investimento que tem o objetivo de financiar operações que englobam negócios com produtores rurais – financiamentos ou empréstimos relacionados a produção, comercialização e industrialização de produtos agrícolas.

O processo da emissão do CRA é o mesmo do CRI, e o que diferencia é apenas o setor que o investimento será destinado.

Um exemplo prático é o seguinte: imagine o dono de uma plantação de milho chamado Roberto, que precisa de um empréstimo para comprar uma máquina nova para o cultivo do insumo. Ele recorre a uma instituição financeira e solicita o crédito. O resultado dessa operação é um direito creditório que é comprado por empresas securitizadoras.

Antes de entendermos o restante do processo, é importante destacar o conceito de direito creditório. Ele representa o direito de receber dinheiro ou títulos, que podem ser originados de investimentos, ativos financeiros, operações financeiras, comerciais, entre outras. De maneira geral, esse é um direito caracterizado por um título, e que simplificando, é uma dívida a ser recebida.

Dando continuidade ao processo da emissão da CRA, as securitizadoras são responsáveis pela emissão do papel, que posteriormente será comprado pelos investidores. Dessa forma, quem aplica em Certificado de Recebíveis do Agronegócio está financiando os empréstimos de pessoas como o Roberto, que atuam no setor do agronegócio e precisam, de alguma forma, financiar o funcionamento da produção.

Principais tipos de CRA

Sem se diferenciar dos demais investimentos em renda fixa, o Certificado de Recebíveis do Agronegócio também pode ser aplicado de três principais formas, são elas:

  • CRA Prefixado

    O Certificado de Recebíveis do Agronegócio prefixado é uma modalidade de aplicação em que o investidor conhece desde o início do investimento a taxa de juros que irá receber ao longo do período.

  • CRA Pós-Fixado

    Nesse tipo de investimento, o rendimento da aplicação dependerá de outros fatores de referência. Os índices atrelados ao CRA podem ser, por exemplo, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

  • CRA Híbrido

    Essa modalidade é uma mistura de CRA prefixado e pós-fixado. A rentabilidade é atrelada a prefixada estabelecendo uma taxa de juros mínima. E a pós-fixada apresentando uma variação de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).

Garantia do CRA

Assim como o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), o CRA também não possui a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Dessa forma, em casos de falência ou fechamento da instituição financeira escolhida, esse investimento não terá a recuperação de até R$250 mil em depósitos ou créditos por CPF.

Quais são os impostos?

Ainda que o Certificado de Recebíveis do Agronegócio não apresente a garantia do FGC, que seria uma grande vantagem frente a outros investimentos que existem no mercado financeiro, ele possui como atrativo a não incidência de tributos para pessoa física. Portanto, o investidor de CRA não arca com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Em caso de pessoa jurídica, os rendimentos seguem a tabela regressiva abaixo:

Prazo de AplicaçãoAlíquota
Até 180 dias22,5%
De 181 dias até 360 dias20%
De 361 dias até 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

 

Como investir?

O processo para começar a investir em Certificado de Recebíveis do Agronegócio é o mesmo que o Imobiliário (CRI). Ainda assim, vamos recapitular o passo a passo a seguir:

  1. O primeiro passo é abrir uma conta em uma instituição financeira da sua preferência. Não esqueça de analisar as condições de custos das operações e as variedades de investimentos que ela possui. Isso vai facilitar na hora de escolher a instituição mais adequada ao seu perfil e objetivo como investidor;
  2. Depois, preste bem atenção na leitura do prospecto – documento que contêm informações importantes como: remuneração, prazos e outros detalhes fundamentais dos recebíveis;
  3. O terceiro passo é a solicitação de uma reserva. Nessa etapa o investidor deve informar a instituição financeira quantos papéis irá comprar e aguardar o fim do chamado período de reserva. Depois, a instituição comunica o valor final dos certificados e quantos cada investidor foi capaz de adquirir;
  4. Agora é o momento de analisar o risco de crédito do papel para que ele não seja excessivo. Então pesquise sobre a securitizadora que emitirá o título;
  5. A última etapa é a hora de transferir o montante para a instituição financeira escolhida e pronto, você já é um investidor de CRA.

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