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ipo 2021

Abrir capital na Bolsa de Valores é o desejo da maioria das empresas que querem aumentar a sua receita. Afinal, ao pertencerem a esse ambiente de negociação, as companhias passam a contar com um investimento importante que contribui para a saúde financeira da mesma.

 

O que é uma oferta pública inicial?

Antes de partirmos para as previsões de empresas que farão ofertas públicas de ações, vamos recapitular o conceito de IPO.

A sigla quer dizer Initial Public Offering, que em português significa oferta pública inicial de ações. Em outras palavras, é o momento em que uma empresa começa a emitir ações pela primeira vez na Bolsa de Valores.

Para emitir ações é necessário ser uma S.A. – empresa cuja a sociedade é dividida por ações e não por quotas (que é o caso das LTDAs).

 

IPOs de 2021

Devido ao cenário conturbado de 2020, muitas organizações colocaram o pé no freio, pela incerteza do comportamento do mercado ao longo do ano, recuando nos pedidos de IPO na B3. Mas o esperado para este ano é um verdadeiro boom de ofertas públicas.

O cenário de juros baixos e migração de investidores pessoas físicas para bolsa acelerou a demanda por novas empresas. Por isso que 2021 mal começou e uma série de empresas já abriram capital na bolsa. Entre elas estão:

  • Mobly;
  • Intelbras;
  • Espaço Laser Depilação;
  • Cruzeiro do Sul Educacional;
  • CSN Mineração;
  • OceanPact;
  • Westwing;
  • Mosaico;
  • Grupo Vamos e muitas outras.
  • Próximas empresas

Na lista das próximas companhias esperadas para lançarem IPO, temos:

Havan

A rede de lojas famosa pela grande réplica da Estátua da Liberdade localizada bem na entrada de seus estabelecimentos, bateu um valor de faturamento superior a R$10 bilhões na pandemia. A gigante varejista comandada por Luciano Hang, tinha planos de lançar uma oferta pública inicial ainda no ano de 2020, mas o processo foi adiado.

O crescimento do lucro em 30% no cenário de crise e a expectativa por parte do empresário de que o seu negócio tenha um potencial por volta de R$100 bilhões em Bolsa, contribui para uma oferta pública bastante aguardada entre os investidores. O lançamento do IPO da varejista está previsto para o segundo trimestre deste ano.

PicPay

Fundado em 2013, o PicPay foi a carteira digital que ganhou destaque no Brasil ao oferecer transferências instantâneas entre contas distintas. Pioneiro no assunto, ficou conhecido antes mesmo da chegada do PIX.

Inicialmente, a linha de frente da empresa era composta por três empreendedores de Vitória (ES) e foi comprada, em 2019, pelo Banco Original. Hoje, a fintech conta com mais de 36 milhões de usuários cadastrados no aplicativo e com isso, é a líder em app de pagamentos no país.

Apesar do cenário de crise, o PicPay ganhou mais popularidade na pandemia e está na corrida para lançar seu IPO este ano.

Tok&Stok

Há 40 anos no mercado, a Estok Comércio e Representações, é a empresa de móveis e decorações para casa, conhecida popularmente como Tok&Stok. A companhia entrou com pedido de IPO e tem previsão de lançamento em 2021. O objetivo por trás da decisão é captar recursos para sua expansão, desenvolver novas marcas e uma transformação digital.

Kalunga

Conhecida por oferecer os mais diversos produtos do segmento de escritórios e materiais escolares, a empresa entrou com uma solicitação de IPO em 2020.

O objetivo por trás da iniciativa é captar recursos por meio da venda de ativos para aplicar na abertura de novas lojas. Além disso, existe o desejo por parte da administração de construir um centro de distribuição no Nordeste do Brasil. Ela é uma das companhias aguardadas no lançamento de oferta pública este ano.

Casa & Vídeo

Entre as maiores redes de lojas de departamentos nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, a Casa & Vídeo possui um portfólio com mais de 7 mil produtos de variadas utilidades. No mercado de varejo há mais de 30 anos, a companhia visa realizar um IPO primário e secundário (leia mais abaixo) em 2021.

A varejista tem como objetivo arrecadar capital para investir em novas lojas, no desenvolvimento de estratégias digitais e no reforço da marca da empresa e capital de giro. Além disso, por trás da oferta pública inicial secundária da Casa & Vídeo está como acionista vendedor o Akangatu Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

 

O que é um IPO primário e secundário?

Existem duas formas de oferta pública inicial, a primária que é quando a empresa não possui nenhuma ação disponível no mercado e será negociada pela primeira vez em bolsa. Nesse sentido, haverá a transformação da companhia de capital fechado em capital aberto. Além disso, todo o dinheiro captado por meio dos investidores é destinado 100% ao caixa da instituição detentora dos ativos.

A secundária acontece de maneira diferente. Aqui a empresa já possui capital aberto e ações disponíveis no mercado, mas quer captar novos recursos. Ela pode ser caracterizada por três atividades diferentes. Ou seja, a companhia pode estar oferecendo ações de tesouraria, uma oferta follow on ou uma OPA (Oferta Pública de Aquisição).

Ações de tesouraria

De forma resumida, são os ativos que ficam guardados pela companhia, ou seja, ela retira do mercado e mantém sob a sua custódia. Normalmente as empresas mantém ações em tesouraria não só por estratégia de preço do mercado, como para distribuir ações para os funcionários e colaboradores, estimulando o comprometimento de longo prazo.

Oferta follow on

É quando uma companhia de capital aberto retorna ao mercado para ofertar mais ações. Na maioria das vezes, o objetivo desse processo está em aumentar a liquidez dos ativos na Bolsa e, assim, alcançar maiores recursos para financiar projetos e dar suporte no desenvolvimento da empresa.

Oferta pública de aquisição – OPA

Por fim, existe a oferta pública de aquisição, conhecida também pela sigla OPA. O processo acontece no momento em que uma organização pretende retirar de circulação as ações que tem em bolsa. Sendo assim, ela oferece uma oferta pública secundária para comprar os ativos dela que estão no mercado. Pode acontecer da empresa disponibilizar um capital um pouco maior para cobrir a oferta dos investidores donos das ações. Vale ressaltar que a OPA é um processo não muito comum de acontecer.

 

Como participar de um IPO?

Para o investidor participar de uma oferta pública é preciso contar com uma corretora de investimentos. Nesse sentido, deve fazer o pedido de determinado IPO a sua instituição financeira.

Aqui vale uma observação, assim como no banco toda conta aberta tem um gerente, nas corretoras o processo não é diferente. Entretanto, o profissional é o assessor de investimentos, conhecido formalmente como agente autônomo.

Dessa forma, o assessor auxiliará o investidor na solicitação do IPO. A exceção está em plataformas digitais, em que o cliente lida com o processo de maneira autônoma, como um autoatendimento. Todavia, por ser um processo que demanda conhecimento por parte do investidor, evitando erros na hora da reserva, é importante o auxílio de um profissional.

Além disso, é fundamental que o investidor esteja atento ao período de reserva do processo. Isso porque uma opção de oferta pública inicial não fica aberta para sempre. Ela tem um prazo que, na maioria das vezes, fica entre 2 ou 3 semanas, podendo chegar, no máximo, a um mês.

Somado a isso, o investidor deve ter em mente desde o início, quando decide por um IPO, o valor que ele está disposto a pagar pelo ativo da companhia e a quantia de reserva que possui para a negociação.

 

Vantagens e desvantagens de um IPO

O lançamento de uma ação em bolsa é um processo que tem seus dois lados. De acordo com o assessor de investimentos da InvestSmart, Felipe Moura, o IPO apresenta pontos positivos para a companhia em questão.

“Pensando na empresa, o lançamento de um IPO é uma maneira dela vir ao mercado, abrir suas ações e se disponibilizar para novos investidores. Assim, ela consegue captar dinheiro rápido, além de abrir o seu quadro societário para novos sócios investidores e recolher recursos para o seu caixa e para os acionistas.”, explicou Felipe.

Dessa forma, o principal benefício para a organização está em aumentar seu caixa e ter a possibilidade de realizar mais investimentos. Dessa forma, se acelera a curva de crescimento da empresa e oferece liquidez aos sócios.

Somado a isso, existe a vantagem do IPO para o cliente.

“A empresa é obrigada a seguir alguns critérios, como por exemplo, dizer para onde vai o dinheiro captado – se para o caixa, novos projetos ou demais fins. Além disso, pela companhia precisar apresentar um balanço de 3 anos, a tomada de decisão do investidor fica bem mais embasada. Então ele fica sabendo o que aconteceu com a empresa nesses últimos anos e o que ela fará futuramente.”, informou Moura.

E não para por aí, o assessor ainda acrescentou que o investidor tem zero de custo praticante.

“Acontece que o cliente gasta o valor que ele quer reservar da empresa e é só isso. Não há imposto, custo de corretagem – não existe troca no mercado, até porque ninguém está comprando ou vendendo, está apenas reservando para depois as ações entrarem no mercado como qualquer outra.”, complementou o colaborador da InvestSmart.

Mas como nem tudo são flores, existem desvantagens no lançamento de IPO. E o primeiro deles, aos olhos do agente autônomo, é o risco de mercado que a empresa detentora das ações pode sofrer.

“Quando a companhia abre capital, ela tem risco de mercado e passa a ter volatilidade. Nesse sentido, pode vir a perder valor de mercado, o que uma empresa de capital fechado não corre. Portanto, à medida que a empresa tem esse tipo de trâmite, acaba ficando mais suscetível. Além disso, o custo de manter uma instituição de capital aberto no mercado é alto – todos os processos envolvidos encarecem a operação.”, detalhou Felipe.

E não para por aí, existe um outro ponto importante que pode mexer com o investidor, que é a exposição das oscilações de mercado que ele fica vulnerável ao comprar ações.

“O investidor passa a ser sócio de uma empresa de capital aberto e tem a chance de ver as suas ações sofrerem muito. Isso porque elas ficam expostas ao risco da volatilidade diária. O que é diferente em companhias de capital fechado que não estão atreladas às oscilações da Bolsa de Valores.”, contou Moura.

 

Conclusão

O movimento frequente de IPOs na B3 está cada vez maior. A aposta dos especialistas é de que o primeiro trimestre de 2021 seja um recorde em ofertas públicas no Brasil.

Ficou interessado em aplicar capital na Bolsa? Então confira a dica deixada pelo assessor de investimentos, Felipe Moura: “O ideal é procurar um especialista, pois é preciso ter informações mais aprofundadas sobre as análises dos documentos disponibilizados pela empresa, as informações sobre a oferta e outros detalhes que um assessor de investimentos, por exemplo, pode ajudar.”

 

Veja mais:

IPO: o que é e como funciona?

Quer saber mais sobre investimentos?

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