fbpx

Aumento nos planos de saúde: entenda o porquê

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no print
Planos de Saúde
Foto: Pixabay

Enfrentando a maior alta desde 2000, a probabilidade é que esse acréscimo seja superior a 15%

Segundo a projeção da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), o gasto médico-hospitalar é um grande influenciador deste aumento. Somado a ele, temos também o resultado do Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA), que atinge os preços dos serviços e produtos do país.

Devido a pandemia da Covid-19, a cobrança de reajuste até o final do ano de 2020 foi suspensa pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que resultou em um respiro para diversos brasileiros. Porém, em sequência, o mesmo órgão informou que os planos teriam um reajuste negativo para a seguradora. Este desconto de 8,19%, ficou ativo até o mês de abril deste ano.

Segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a retomada dos atendimentos adiados no ano anterior e a segunda onda da Covid-19, “muito maior do que a primeira”, pesaram no custo das despesas médico-hospitalares em 2021.

“Outros fatores que impactaram foi a inflação mundial de insumos (materiais, equipamentos e medicamentos) e a alta exponencial do Dólar, moeda atrelada a grande parte dos insumos médico-hospitalares utilizados no Brasil”, destacou a entidade, acrescentando que os planos de saúde foram o único setor regulado com reajuste negativo em 2021.

Como funciona o cálculo?

O cálculo combina o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA) com a inflação pelo IPCA, retirando deste último o subitem plano de saúde. Na fórmula, o IVDA tem peso de 80% e o IPCA, de 20%.

Com o aumento de procedimentos eletivos e o tratamento de pacientes que tiveram sequelas do coronavírus, fez-se necessário o reajuste. Com isso, é necessário levar em consideração as despesas assistenciais, mudança de faixa etária e, claro, a inflação como mencionada.

Ministério da Economia autoriza o reajuste

Nesta quinta-feira, 26, o posicionamento do Ministério da Economia foi positivo com relação ao aumento, autorizando um reajuste de até 15,5% no valor dos planos individuais e familiares.

 

Com aval da Economia, ANS autoriza reajuste de até 15,5% para planos de saúde

De acordo com a especialista de Saúde da BankRio Protect, Marta Bruno, a perspectiva é que exista uma busca natural pela troca de planos de saúde, ou seja, um ‘downgrade’.

“Talvez mudar de produtos nacionais para regionais ou incluir a coparticipação como fator moderador, já que essa modalidade impacta em até 15% a menos na mensalidade. As pessoas não querem renunciar aos planos como garantia assistencial, mas não conseguem arcar com reajustes de dois dígitos diante de salários sem nenhum tipo de reajuste.”, explicou a especialista.

É importante destacar que apenas o reajuste dos planos de saúde individuais é definido pela ANS. Nos planos de saúde coletivos (empresariais ou por adesão), por exemplo, os aumentos são estabelecidos diretamente pelas operadoras.

 

Por Caroline Corbetta

Quer saber mais sobre investimentos?

Você pode gostar
Ajuste no teto do faturamento de MEI's é votado no Planalto
No dia 21 de junho, foi votado e aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação, o Projeto de Lei Complementar...
Milionários na Poupança: pesquisa mostra que há 24 mil cadernetas com mais de R$1 milhão
Em pleno 2022, a Caderneta de Poupança segue sendo tradicional e queridinha dos brasileiros. Ainda que...
Copom eleva a Selic de 12,75% para 13,25% ao ano
Apesar do cenário desafiador nas frentes inflacionária, externa e fiscal, o Comitê de Política Monetária...
Fed eleva taxa de juros dos EUA em 0,75 ponto, maior aumento desde 1994
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central...
Navegue pelo site
Siga nas redes sociais
Cadastre-se na Newsletter

O portal www.aprendaainvestir.com.br é de propriedade BANKRIO FINANCIAL HOLDING LTDA (CNPJ/MF nº 33.935.936/0001-63). Apesar da empresa estar sob o controle comum, os executivos responsáveis tecnicamente são totalmente independentes, sendo que estes na função da execução de suas atividades não exercem nenhuma atividade conflitante. Desta forma, os conteúdos vinculados no site são de caráter exclusivamente informativo, não sofrendo, de qualquer aspecto, influência de decisões comerciais e de negócios de outras sociedades, sendo os mesmos produzidos de acordo com o juízo de valor e as convicções da equipe técnica. Ao preencher algum formulário, você aceita compartilhar os seus dados de contato com as empresas controladas pelo grupo.

© 2021 | Todos os direitos reservados