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Por que as mudanças climáticas afetam os investimentos?

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Por que as mudanças climáticas afetam os investimentos?

Como se não bastasse todo o caos instaurado pela pandemia sem precedentes do novo coronavírus, o ano de 2020 também foi marcado por incêndios florestais de larga escala. Entre os países que sofreram com o problema estão: Estados Unidos, Austrália e Brasil. Todos tiveram como a causa mais agravante as mudanças climáticas, que vêm se intensificando no planeta, ao longo dos anos.

Infelizmente, o mundo ainda se encontra dividido quanto ao desafio de unir sociedades civis, governos e companhias na busca de uma economia de baixa emissão de carbono. Isso pode ser observado por dois extremos – a Suíça, que voluntariamente, se comprometeu em estar neutra em carbono até 2045.

E, em contrapartida, os EUA – segundo maior poluidor do planeta – que por decisão do ex-presidente Donald Trump, anunciou sua saída do Acordo de Paris – pacto acertado em 2015 por 195 nações, em prol da redução do aquecimento global.

Vale lembrar que o Brasil só se manteve no acordo por pressão política. Isso porque a vontade do atual presidente Jair Bolsonaro, manifestada durante toda a sua campanha eleitoral, era a retirada do Brasil do pacto.

Todos esses acontecimentos mexem, cada vez mais, com o desenvolvimento do planeta e evidencia a complexidade da mudança climática. Neste artigo, vamos explicar como esses problemas ambientais podem impactar na economia e nos investimentos. Confira!

 

Impactos na economia mundial

A mudança climática já é vista como uma das mais agravantes ameaças à estabilidade econômica. Mas, como isso acontece? De modo geral, é como uma bola de neve.

Abaixo, citamos alguns fatores que vêm se agravando devido às altas temperaturas:

  • Diminuição da capacidade de trabalho e produtividade;
  • Agravamento das secas;
  • Pouco acesso à água potável;
  • Diminuição da produtividade agrícola;
  • Aumento na transmissão de doenças;
  • Aumento dos preços de alimentos básicos;
  • Crescimento da pobreza;
  • Conflitos provenientes ao acesso limitado dos recursos.

Esses são alguns dos efeitos socioeconômicos previstos por cientistas, que já podem ser presenciados em algumas partes do mundo, e que são causados pelas mudanças climáticas. Para resolver um problema como esse, é necessário a colaboração de várias esferas de um país.

O setor privado e o público devem estar trabalhando juntos, por um único propósito: tornar o modelo produtivo focado no desenvolvimento e crescimento econômico sustentável.

 

E os impactos nos investimentos?

Os agravantes do aumento das mudanças climáticas marcam, cada vez mais, os noticiários do mundo inteiro. E isso já influencia a tomada de decisão de muitos investidores espalhados por aí.

Mas, qual é a relação entre isso?

Os investimentos são impactados pelas mudanças climáticas, porque as ações dos investidores são antecipadas dos riscos e das oportunidades relacionadas à essa temática. Ou seja, eles já consideram a responsabilidade ambiental das empresas como um fator determinante para a escolha dos ativos.

Inúmeras consequências do aquecimento global são percebidas em regiões e setores econômicos diferentes, além de apresentarem um grau de intensidade que oscila em relação a cada um. Esses impactos podem ser observados no mundo das aplicações e fazem diferença na rentabilidade de médio e longo prazo dos investidores.

Agora, vamos detalhar alguns exemplos de problemas que estão sendo motivos de preocupação para alguns setores.

Chuvas e Secas

Não precisa ir muito longe para perceber a falta ou a abundância das chuvas em relação a algumas regiões do Brasil, por exemplo. Enquanto existem locais que sofrem com terríveis enchentes e uma alta incidência de chuvas, outros resistem às grandes secas.

Essa mudança nos padrões da chuva pode influenciar na disponibilidade hídrica de variados setores. A consequência disso é a elevação dos custos ou, em casos mais extremos, a interrupção das atividades.

As áreas que vão apresentar cada vez mais problemas, pois precisam de uma alta demanda de água, são as usinas geradoras de energia elétrica ou as empresas de saneamento básico.

O risco apresentado por esse setor já é expressivo no curto prazo.

Precificação do carbono

A precificação significa dar um custo para os impactos gerados pelo aumento dos gases de efeito estufa provenientes do gás. Essa orientação tende a influenciar na estrutura de custo das empresas que possuem uma intensa emissão de CO2. As companhias responsáveis por isso são as do setor de petróleo e gás, de geração de energia termelétrica e de indústria pesada.

Mas, vale destacar que nem tudo está perdido, pois, na contramão desse processo, temos alguns setores que se destacam positivamente, já que emitem uma quantidade baixa ou zero desse gás. Elas são do setor de geração de energia renovável e florestal.

 

A responsabilidade ambiental já ganhou um nome: ESG

Além de englobar as questões ambientais, as ESG – Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança, também incluem fatores como governança e o social. Nessa categoria estão as empresas que levam muito em consideração esses pontos na sua estrutura administrativa.

De modo geral, é o olhar da nova geração de investidores. Isso porque são escolhidos investimentos adequados aos fundamentos da ESG. Ou seja, o capital é aplicado em empresas que não colocam o lucro econômico na frente dos outros critérios – governança, social e ambiental. Eles estão preocupados em fazer aportes de capital em companhias que se propõem a gerar impactos positivos para sociedade, colaboradores e meio ambiente.

 

Conclusão

A grande esperança é que os focos sejam mudados com a nova geração. A partir de uma pressão de investidores e consumidores mais conscientes, é possível estimular o começo de uma economia pautada em energias renováveis e tecnologias limpas.

Por isso, a dica que fica é: opte por investimentos que seguem uma linha sustentável, para que os riscos sejam atrelados apenas ao tipo de investimento e não aos problemas ambientais que uma empresa causa.

Identifique as oportunidades desses investimentos diferenciados e adequados ao mundo atual. Agregue os conceitos socioambientais aos seus objetivos e perfil. E já comece a contribuir com o planeta a partir de agora.

Ficou interessado em alocações consciente, mas não sabe como começar a investir? Procure um assessor de investimentos. Ele é um profissional que pode te auxiliar nesse processo.

 

Veja mais:

ESG – Diferencial ou essencial?

Quer saber mais sobre investimentos?

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