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Qual a diferença entre renda fixa e variável?

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renda fixa e variavel

É no processo de planejamento para começar a investir que surgem dúvidas sobre qual investimento é o mais adequado. Ainda mais, quando existem diversos tipos de aplicações disponíveis no mercado e cada uma delas possui uma finalidade diferente. Por isso, antes de você fazer a sua escolha, vamos te ajudar a compreender a diferença entre os investimentos em renda fixa e renda variável.

O que é a renda fixa e a renda variável?

As duas rendas são modalidades de investimentos e estão associadas a previsibilidade de retorno. A renda fixa está atrelada a um conceito de retorno estável e mais seguro. Isso porque, no momento da aplicação, o investidor estará a par de todas as regras de remuneração do capital. Nessas regras estão: os prazos da remuneração, a maneira que o lucro será calculado e pago ao investidor e condições de liquidez do ativo.

Já a renda variável não apresenta a previsibilidade de retorno. Ou seja, não há certeza de quanto será o rendimento. O motivo dessa indefinição é que as condições de mercado impactam muito rapidamente e de forma muito diversas os ativos. Além disso, o cenário político e econômico do momento, dentro e fora do país, e a área de atuação de cada mercado e outras variáveis que não dependem d ativo em si, acabam impactando também o preço.

Funcionamento da Renda Fixa e da Renda Variável

Cada uma dessas rendas vai funcionar de forma diferente. A renda fixa é como um empréstimo do seu dinheiro para o emissor, que podem ser bancos, empresas ou o próprio governo. Esse capital é utilizado para os desenvolvimentos de áreas específicas, financiamentos de projetos ou pagamento de dívidas.

A renda variável se baseia na compra de bens, direitos e frações de sociedades. Insumos primários (boi, soja, milho, petróleo, ouro) e partes de negócios (ações e fundos de imóveis) são as aplicações mais comuns nessa modalidade.

No caso da compra de uma ação de uma companhia, o investidor concede um montante para ela, torna-se sócio e, automaticamente, tem participação nos lucros. Porém o recebimento deles vai depender do desempenho da instituição, ou seja, se ela está financeiramente bem ou mal. A partir disso, voltamos ao caráter imprevisível da renda variável, que não permite antecipar em qual situação uma empresa vai estar no futuro.

Quais são os tipos de Renda Fixa e de Renda Variável?

Os tipos de ativos da renda fixa, estão disponíveis, de forma detalhada, no nosso artigo Como funciona a Renda Fixa?.

Compondo os ativos de renda variável, listamos alguns exemplos:

  1. Ações – são pequenas partes do capital de uma empresa. Elas apresentam uma subdivisão em alguns tipos de ações, as duas mais comuns são: as ordinárias (o investidor tem poder de sócio da companhia) e as preferenciais (o investidor recebe uma fatia maior dos lucros). Uma vantagem desse ativo é o potencial de valorização ao longo do tempo, e a maioria pode oferecer ganhos acima do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
  2. Opções – são contratos que permitem a compra e venda sobre um ativo, que podem ser ações, commodities e câmbio. São instrumentos um pouco mais complexos pois seu resultado depende da evolução do preço da ação. Normalmente, o nível de risco das opções é maior.
  3. Futuros­ – são contratos futuros comparado a outros ativos. Esses contratos são classificados como derivativos* e podem envolver operações de câmbio, commodities e índices. Dessa forma, tem o direito de negociar o ativo na data que é estabelecida na compra.* Derivativos, como o nome abrevia, derivam de algum ativo. Na teoria, eles são contratos que dependem dos ativos principais. Por exemplo, em um derivativo de uma ação da Petrobras é como se fosse um contrato que depende do aumento (ou queda) das ações da Petrobrás para que suas cláusulas sejam executadas.
  4. Fundos de investimento – São investimentos coletivos onde cada integrante adquire uma cota. A soma de todas as cotas compradas por todos os investidores, será o patrimônio total do fundo. Diversos deles são caracterizados como renda variável. Os fundos de ações são os mais comuns, porque são vistos como maneiras mais simples de investimento nessa modalidade. A justificativa é a presença do profissional especializado, conhecido como gestor, que fica responsável por todo o processo de operação. Os fundos multimercados, estão inclusos nessa categoria, por serem uma mescla entre segmentos distintos como renda variável, renda fixa e moedas. E não pode faltar o FII – Fundos de Investimento Imobiliário que são pequenas partes de empreendimentos, como por exemplo: shoppings, lajes corporativas ou galpões logísticos. Você pode encontrar mais informações sobre esse fundo de investimento no nosso artigo Como investir no mercado imobiliário sem comprar um imóvel?.

Conclusão

As duas categorias de investimentos apresentam rendimentos e características diferentes. Contudo, elas não estão ligadas a um ganho fixo ou variável, e sim, a previsibilidade do retorno, como já falamos anteriormente. Além de ser possível, é aconselhável fazer aplicações em renda fixa e variável, assim o investidor consegue diversificar sua carteira de investimentos. Para isso, é fundamental ter conhecimento no assunto para aplicar seu patrimônio com sabedoria.

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